segunda-feira, 30 de novembro de 2009

TELEGRAMA_SINDICAL_195

TELEGRAMA SINDICAL 195
Ano IV – Número 195 – Juiz de Fora, 30 de novembro de 2009.
Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata.

AMANHÃ – ÀS 20 HORAS – ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA.
MÉDICOS DO PSF – PRESENÇA DA ASSESSORIA JURÍDICA DO SINDICATO.
Será discutida a situação da AMAC, o posicionamento dos médicos de
família e comunidade dentro do quadro geral do serviço público
municipal e ações na Justiça, como aquelas que são propostas contra os
cortes salariais que atingiram os médicos que participaram de um
movimento legítimo da categoria, protestando contra salários
deprimentes e condições inadequadas de atendimento à população local.

FORUM SINDICAL PERMANENTE DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS EM AÇÃO.

Realizou-se nessa segunda-feira mais uma reunião do Fórum Sindical
Permanente que congrega o SINSERPU, o Sindicato dos Professores, o
Sindicato dos Médicos, agora também o Sindicato de Engenheiros, além
do apoio das centrais sindicais CUT e CGTB.

Na reunião foram aprovadas tarefas de informação à opinião pública
sobre a política de arrocho salarial e fiscal pretendida pela atual
administração municipal e atividades de mobilização das categorias
envolvidas. Correspondências ao Prefeito e aos Vereadores reclamam
dessas políticas, na esperança de que, prevalecendo o bom senso, sejam
revertidas as piores expectativas.

O Fórum Sindical Permanente é mais um canal que veio para ficar,
caracterizando a unidade que deve se sobrepor a todos os interesses
particulares, na defesa dos interesses da população e do funcionalismo
público municipal. A cidade depende de seus servidores.


Entre os servidores públicos municipais, o Sindicato dos Médicos
destaca a situação muito difícil em que se encontram os profissionais
da Medicina que atuam na Prefeitura. Em primeiro lugar, cumpre dizer
que os médicos sofrem perdas salariais porque a Prefeitura não
reconhece a carga horária dos profissionais e os pune por ter carga
horária especial, reservando-lhes salários 25% menores do que os do
nível superior. Dessa distorção resulta um padrão salarial péssimo,
sendo o vencimento inicial básico inferior a três salários mínimos.
Além disso, a Prefeitura desconsidera a organização do trabalho da
classe médica. Exemplo disso foi a repressão contra o movimento
legítimo da categoria, realizado em maio, junho e julho desse ano. A
administração Custódio de Matos respondeu a isso com cortes salariais
sobre salários já defasados e sofríveis. Além do sucateamento, cumpre
denunciar a deterioração das condições de atendimento, com carência
sistemática de medicamentos e insumos e locais de trabalho desprovidos
de condições adequadas de atendimento médico.

APELO ÀS ENTIDADES MÉDICAS.

Pedimos a todos os médicos que repercutam esse apelo junto às
entidades médicas. Conselho Regional de Medicina e Sociedade de
Medicina e Cirurgia. É necessária a união das entidades médicas em
defesa do exercício ético da Medicina no serviço público municipal.
Além das distorções que vitimam as condições de atendimento médico e
do salários ruins, há muitas questões a serem apreciadas. É necessária
a unidade das entidades médicas em Juiz de Fora. Passamos por um
momento crítico. Mesmo com todas as dificuldades que enfrentam
atualmente, os médicos municipais são ameaçados com medidas
policialescas de controle e repressão, como o desmerecimento de sua
organização do trabalho e medidas eletrônicas de vigilância a serem
aplicadas contra os profissionais da Medicina. Faz-se urgente uma
união e um esforço conjunto para valorizar a Medicina no âmbito do SUS
local. Apelamos aos dirigentes das entidades médicas que se unam e se
organizem em defesa do trabalho médico no serviço público. Essa medida
resultará na defesa do SUS, ao reagir ao seu sucateamento.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

TELEGRAMA_SINDICAL_194

TELEGRAMA SINDICAL 194

Ano IV – Número 194 – Juiz de Fora, 27 de novembro de 2009.
Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata.
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CONTRA A POLÍTICA DE ARROCHO SALARIAL E FISCAL DA ATUAL ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL.
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SINDICATO DOS MÉDICOS MOBILIZA-SE EM DEFESA DO PSF.

NOVA ASSEMBLÉIA SERÁ REALIZADA DIA PRIMEIRO DE DEZEMBRO.

O Sindicato dos Médicos realizou Assembléia Geral Extraordinária dos
Médicos de Saúde da Família e Comunidade na noite de 26 de novembro.
Na pauta da reunião estavam as questões ligadas à AMAC, cujo contrato
com a Prefeitura vencerá no dia 31 de dezembro. Estando a situação da
AMAC sendo alvo de contestação do Ministério Público, com instauração
de inquéritos, está em questão a possível não renovação do contrato.

O impasse tem levado intranqüilidade aos servidores da AMAC, suas
famílias e à população assistida pelo PSF. Os médicos de família e
comunidade, que tem vínculo empregatício com a AMAC, são, atualmente,
o sustentáculo das unidades básicas de saúde. A sua substituição seria
impraticável, se considerarmos os péssimos salários que a Prefeitura
de Juiz de Fora destina aos médicos. Atualmente o vencimento básico
inicial não atinge três salários mínimos.

Os médicos presentes foram informados da atuação do Fórum Sindical
Permanente do Serviço Público Municipal, formado pelo SÏNSERPU,
Sindicato dos Professores e Sindicato dos Médicos. Também foram
informados da iniciativa do Presidente do Sindicato, Dr. Gilson
Salomão, de tentar reunir-se com os representantes da entidades da
classe médica – Sociedade de Medicina e Conselho Regional de Medicina,
para avaliar a aflitiva situação em que se encontram os médicos do
serviço público municipal de Juiz de Fora.

Na próxima terça-feira, 1º. de dezembro, será realizada nova
Assembléia, com a presença da assessoria jurídica do Sindicato. Nela
estará em pauta o conjunto de ações a serem desenvolvidos contra o
corte dos salários dos médicos que fizeram greve contra os baixos
salários e a deterioração das condições de trabalho na PJF. A
administração do Sr. Custódio de Matos respondeu à greve com dura
repressão, que incluiu o corte dos salários dos profissionais.
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MINAS GERAIS: DESCONTENTAMENTO GENERALIZADO NO FUNCIONALISMO PÚBLICO –
GOVERNO DE AÉCIO NEVES GASTA MUITO EM PROPAGANDA – POLÍCIA CIVIL
MINEIRA ENTRA EM GREVE.
Leia em http://faxsindical.wordpress.com/2009/11/27/governo-aecio-muito-descontentamento-e-muita-propaganda/

terça-feira, 24 de novembro de 2009

JUIZ DE FORA: DETERIORAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE ATENDIMENTO PREOCUPAM MÉDICOS.g

TELEGRAMA SINDICAL 193

Ano IV – Número 193 – Juiz de Fora, 24 de novembro de 2009.

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata.

 

ATENÇÃO! AVISOS SINDICAIS – FOI PUBLICADO NOS ATOS DO GOVERNO DE HOJE (24 DE NOVEMBRO) A NOMEAÇÃO OFICIAL DA COMISSÃO QUE VAI TRATAR DA CONSTRUÇÃO DE UM PCCS PARA OS MÉDICOS MUNICIPAIS. A COMISSÃO TEM 60 DIAS (ATÉ 23 DE JANEIRO) PARA CONCLUIR SEUS TRABALHOS.

 

IMPORTANTE! DIVULGUE! – NO DIA 26 DE NOVEMBRO PRÓXIMO (QUINTA-FEIRA) A PARTIR DE 19 HORAS E TRINTA MINUTOS, NA SOCIEDADE DE MEDICINA E CIRURGIA, ASSEMBLÉIA DOS MÉDICOS DO PSF. EM PAUTA:

1-EXTINÇÃO DA AMAC E GARANTIA PARA OS MÉDICOS DO PSF.

2-AÇÃO NA JUSTIÇA CONTRA A PREFEITURA PARA PAGAMENTO DOS DIAS CORTADOS EM REPRESÁLIA À GREVE DOS MÉDICOS.

 

Dia 25 de novembro, às 11 horas, reúnem-se na Sociedade de Medicina e Cirurgia representantes do Sindicato dos Médicos, da Sociedade de Medicina e do CRM MG. Em pauta, as difíceis relações de trabalho entre a classe médica e a Prefeitura. A extinção da isenção de IPTU está causando grande tensão entre os funcionários públicos. Além de não ter qualquer correção em seus salários, eles estariam planejando cortar a isenção, que é uma forma de salário indireto. Com isso, os salários dos médicos da Prefeitura que atendem pelo SUS se tornariam ainda mais desestimulantes e vergonhosos.

 

Dia 26 de novembro, às 11 horas, reúne-se o Fórum Sindical, formado pelos sindicatos que representam os trabalhadores da Prefeitura para discutir as crescentes dificuldades nas relações trabalhistas entre os sindicatos que representam os trabalhadores públicos municipais e a administração do tucano Custódio de Matos. A má vontade e indisposição dos governos tucanos para com o funcionalismo público não é nenhum segredo.

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CONDIÇÕES DE ATENDIMENTO MÉDICO À POPULAÇÃO DE JUIZ DE FORA PREOCUPAM SINDICATOS E COMUNIDADE.

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Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora não separa o interesse classista do interesse público. Ambos coincidem para reivindicar serviços de saúde públicos de qualidade e dignos.

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Reunião do Sindicato com Secretária de Saúde foi agendada para o dia 30 de novembro.

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A Diretoria do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora está tentando agendar reunião com a Secretaria Municipal de Saúde da Administração Custódio de Matos, Maria Rute dos Santos. O objetivo é a discussão sobre as condições gerais de atendimento médico no SUS de Juiz de Fora e a formação da Comissão que irá tratar desse assunto, já acertada entre Sindicato e Prefeitura. Essa comissão contará também com a participação do Conselho Municipal de Saúde. A situação geral das condições de atendimento médico à população de Juiz de Fora não é das mais favoráveis, faltam médicos, medicamentos, insumos e muitos locais de trabalho não são compatíveis com um atendimento de qualidade à população de Juiz de Fora, colocando em risco usuários e médicos. A situação é sensivelmente agravada pelo fato dos salários dos médicos da Prefeitura serem pouco atrativos, de não haver um plano de carreira decente e nem respeito à carga horária especial reduzida dos profissionais, definida em Lei e reconhecida em todo território nacional, nos setores público e privado. A Prefeitura de Juiz de Fora pune os seus médicos por essa conquista histórica da classe, infringindo-lhes uma perda salarial de 25 %, quando comparados às outras carreiras de nível superior. Essa condição prejudica o atendimento e torna os médicos desmotivados e desinteressados pelo trabalho no serviço público municipal. O futuro dos cargos, carreiras e remuneração dos médicos deverá, obrigatoriamente, constar de qualquer pauta de reunião com a administração municipal ou com autoridades, tendo em vista a gravidade da situação atual.

 

Também o futuro do PSF deverá ser discutido, já que circulam intensos boatos sobre um iminente cancelamento do contrato entre Prefeitura de Juiz de Fora e AMAC, previsto para 31 de dezembro. Se isso for verdade, o programa/estratégia de saúde da família seria colocado em risco, o que significa, na prática, a falência do funcionamento das unidades básicas de saúde da cidade de Juiz de Fora. A Prefeitura não desmentiu oficialmente. Falta transparência, o que dá margem a esse tipo de boato, que pode ser alarmismo ou um reflexo das vontades do poder.

 

 

domingo, 22 de novembro de 2009

SINDICAL_192_TELEGRAMA

TELEGRAMA SINDICAL 191

Ano IV – Número 191 – Juiz de Fora, 22 de novembro de 2009.

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata.

 

HONORÁRIOS MÉDICOS NÃO SERÃO REPASSADOS PELA SECRETARIA DE SAÚDE DE JUIZ DE FORA.

 

O Ministro Temporão assinou a portaria MS/GM 2.644, no dia 28 de outubro de 2009, que reajusta incrementos para os serviços de atenção psiquiátrica hospitalar. Traduzindo do burocratês sanitário para língua inteligível, a portaria corrige os honorários médicos e as contas hospitalares para a área de Psiquiatria. A defasagem de honorários médicos causava desânimo entre os profissionais por ter atingido níveis perigosamente irrisórios e indignos do trabalho realizado. A defasagem das diárias hospitalares sucateia as instituições e compromete a qualidade da assistência. Não parece ser bom para a sociedade, para os usuários do sistema público de saúde e para os profissionais que atuam nessas instituições a persistência dessa situação. O Governo Lula agiu de conformidade com os reclamos do espírito público e dá um passo decisivo para a correção dessas distorções.

 

Em todo o Brasil a decisão do Ministro Temporão terá eficácia. Não terá em Juiz de Fora. O encarregado do serviço de saúde mental da Prefeitura, por meio do Ofício 269/2009 DIR/DRSME/SS, de novembro de 2009, informa que, em Juiz de Fora, o dinheiro correspondente aos reajustes não será entregue aos seus destinatários. Não faz referência ao ressarcimento dessas perdas de honorários que os médicos vão sofrer.

 

Considerando que esses recursos são conhecidos como verbas carimbadas, isto é, transferências feitas com uma destinação determinada, fica difícil entender como podem ser tão facilmente desviados para não se sabe onde. Pede-se transparência. A opinião pública e todos os interessados merecem isso. Não podem pairar dúvidas e mistérios sobre os destinos do dinheiro público. Não apenas sobre o destino dos honorários médicos, como também sobre os cerca de 350 mil reais enviados pelo governo do Estado para montar casas para albergar egressos de hospitais psiquiátricos, as denominadas residências terapêuticas.

 

A administração do Prefeito Custódio de Matos deve uma explicação à opinião pública sobre esses assuntos que parecem ser da mais alta gravidade.

 

 

JUIZ DE FORA: SINDICATOS CRIAM FORUM SINDICAL PERMANENTE PARA DISCUTIR RELAÇÕES COM A PREFEITURA DE JUIZ DE FORA.

Proposta de prêmio anual por desempenho permite antecipar ofensiva da administração de Custódio de Matos contra o Serviço Público.

 

Sindicatos que representam os trabalhadores do setor público municipal acenderam o sinal de alerta diante da discussão, na Câmara Municipal, sobre a instituição de uma gratificação anual por desempenho, a ser paga a critério do lado patronal. Com isso o Sinserpu, o SINPRO, o Sindicato dos Médicos e a Delegacia Regional do Sindicato dos Engenheiros decidiram criar um fórum sindical, a funcionar em caráter permanente, para discutir as relações trabalhistas com a Prefeitura, a unidade na organização do trabalho e na ação sindical.

 

O primeiro ato do Fórum Sindical será repudiar a proposta da administração de Custódio de Matos de contratar por 200 mil reais uma empresa para elaborar planos de cargos, carreiras e salários. O entendimento unânime dos sindicatos é que esse assunto pertence ao campo das negociações coletivas entre as partes. A discussão do assunto deve ser democrática e não tecnocrática.

 

O Fórum Sindical representou um avanço substancial do movimento sindical no setor público em Juiz de Fora.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Telegrama Sindical 191

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TELEGRAMA SINDICAL 191
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Ano IV – Número 191 – Juiz de Fora, 18 de novembro de 2009.
Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata.

JUIZ DE FORA – PREFEITURA – PONTO ELETRÔNICO, RECADASTRAMENTO E GRATIFICAÇÃO POR DESEMPENHO.
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1-Prefeitura de Juiz de Fora- Legalismo covarde:
Sob o disfarce de exigir o cumprimento de uma simples obrigação contratual, a administração Custódio de Matos planeja a implantação de ponto eletrônico biométrico e promove mais um recadastramento extraordinário dos médicos da Prefeitura. Será que o problema da saúde em Juiz de Fora é relógio de ponto? Quem viver verá!

2-Prefeitura de Juiz de Fora e o prêmio neoliberal.
Na Câmara representantes da atual administração propõem gratificação por desempenho. Representantes sindicais enxergam na proposta de uma gorjeta anual um caminho para desqualificar o serviço público e enfraquecer os planos de cargos, carreira e remuneração dos servidores públicos municipais.

3-UM SINDICATO À ESPERA DE JUSTIÇA -

A administração Custódio de Matos agiu com desprezo contra a organização do trabalho médico ao cortar os salários pífios dos médicos que protestaram contra as condições indignas de atendimento e péssima remuneração. O Sindicato dos Médicos, na Justiça, espera restabelecer os direitos dos médicos e a liberdade e dignidade da representação classista.
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Falta de transparência na administração pública: GRATIFICAÇÃO DE BOM DESEMPENHO APARECE SUBITAMENTE.

Verdadeira bomba caiu sobre os servidores públicos municipais com o anúncio feito, na Câmara Municipal, por representantes do Prefeito, de que seria instituído uma frágil gratificação ou prêmio por produtividade, em substituição aos ganhos mais consistentes dos planos de cargos, carreiras e salários. Um plano, dado em merecimento às conveniências políticas, julgadas e decididas pelo patrão, segundo regras outorgadas por ele mesmo. 

Esses prêmios submetem o funcionalismo público aos favorecimentos e aversões de quem está, com méritos ou não, ocupando o poder. Uma idéia ancorada em tardio pensamento neoliberal, onde o conceito de estado mínimo significa minimizar, em todos os sentidos, o servidor público. Uma idéia antidemocrática, porque conspira contra a independência que deve ter o serviço público, que deve ser voltado às necessidades da população e não dos ocupantes momentâneos de cargos de confiança. A lógica do serviço público não é a do lucro, como podem fazer as empresas, e nem a da difusão de opiniões e crenças de cunho religioso ou político, como são as organizações não-governamentais.

O exemplo buscado pela administração Custódio de Matos é o do governo de Aécio Neves. As relações entre o governo de Aécio e o serviço público, entretanto, longe de serem exemplares, deslustram a pretensão presidencial ou senatorial do governador mineiro.

Provam isso as greves na Polícia Civil e dos agentes penitenciários, dos oficiais de justiça, dos médicos do Hospital João XXIII e da FHEMIG, dos professores estaduais, protestos de funcionários da Fazenda Estadual, de analistas e técnicos da Educação do Estado e de trabalhadores do setor públicos da Saúde excluídos do prêmio de produtividade oferecido por Aécio.

Médicos do serviço público estadual mineiro estão entre os mais maltratados do Brasil. Além dos salários medonhos e vergonhosos, enfrentam a indignidade de serem enquadrados como analistas ou especialistas, enquanto são obrigados a pagar as caras anuidades do CRM, justamente por serem médicos e terem a obrigação de atuarem como tais. 

Na Prefeitura de Juiz de Fora, a administração Custódio de Matos demonstrou uma profunda má vontade em relação à comunidade médica e sua representação desde a sua repressão violenta, por meio de cortes salariais, ao movimento dos médicos que reivindicava melhor condição para atender ao povo de Juiz de Fora. Além disso, agora se dedica a ameaças e cobranças na área sob sua inteira responsabilidade. A Prefeitura já impõe aos médicos perdas salariais importantes por sua ignorância em relação à carga horária especial dos médicos, definida em Lei e respaldada na Constituição Federal. (para maiores informações visite http://tinyurl.com/ylrabv7 )

A aposta da administração é no medo dos médicos diante dos cortes salariais com que o movimento foi reprimido. E agora, suprema covardia, querem enganar a opinião pública achando que a culpa do fracasso da atual administração na área de Saúde decorre do relógio de ponto e não da negligência da falta de medicamentos e insumos, de esparadrapos e consultórios decentes, de elevador no HPS e acesso facilitado ao usuário do SUS. 




quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Telegrama190Sindical

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-.- TELEGRAMA SINDICAL N°.190 -.-
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Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora
12 de novembro de 2009.
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NEGOCIAÇÕES COLETIVAS 2009.
Sindicato dos Médicos x Prefeitura de Juiz de Fora. Começam a ser
nomeadas as Comissões.
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Hoje - 12/11 - foi publicada a primeira das portarias referentes às
negociações coletivas de 2009. Nomeia o grupo de trabalho/comissão que
vai tratar das gratificações da urgência e emergência.
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Ontem, em reunião realizada no prédio da Prefeitura, os diretores do
Sindicato dos Médicos, Dr. Gilson Salomão e Dr. Geraldo Sette, ouviram
do Secretário de Administração, Dr. Vitor Valverde, que até a próxima
terça-feira (17/11) estará definida a comissão que vai tratar do plano
de cargos, carreiras e vencimentos para todos os médicos da Prefeitura
de Juiz de Fora. Essa comissão foi acertada no acordo coletivo entre
Prefeitura e Sindicato.

A comissão que irá tratar das condições de atendimento médico à
população de Juiz de Fora, também acertada em acordo coletivo entre a
administração municipal e o Sindicato, depende da nomeação de alguns
de seus integrantes, que deverão ser indicados pela Secretária de
Saúde, Maria Rute dos Santos. O Sindicato dos Médicos já indicou seus
representes, bem como o Sinserpu. O Conselho Municipal de Saúde também
terá representantes nessa comissão.

MAIS UM RECADASTRAMENTO NA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA.

Sob alegação da existência de um Processo judicial, a Secretaria de
Administração da Prefeitura determina aos médicos, por meio de medida
administrativa, que façam mais um recadastramento, indicando seus
horários de trabalho. Estranhamento pede também que indiquem seus
horários de trabalho como profissionais liberais autônomos. Ora,
autônomos, diferentes dos funcionários públicos e empregados
celetistas, não têm carga horária. Caso contrário não seriam
autônomos.

O departamento jurídico do Sindicato foi consultado e informa que os
profissionais liberais autônomos não são obrigados a informar carga
horária como autônomos, apenas que exercem essa atividade. Devem
informar apenas seus horários como funcionários públicos e suas cargas
horárias em empregos celetistas (carteira assinada por hospitais,
cooperativas, sindicatos, planos de saúde, etc.)

Se os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora ganhassem alguma coisa por
cada recadastramento que são obrigados a fazer, se esse tempo de
trabalho fosse remunerado, isso ajudaria a reforçar os minguados
salários da Prefeitura e contribuiria para diminuir o estresse
decorrente do empobrecimento e do trabalho em condições inadequadas.

Comenta-se que um promotor de Justiça do Governo de Minas Gerais
estaria cobrando da Prefeitura carga horária de médicos. O assunto
ainda aguarda melhores esclarecimentos. Acreditamos que carga horária
é o menor dos males que assola a Saúde. Há boatos de que esse mesmo
promotor de Justiça causou inúmeros pedidos de demissão de médicos na
região de São João Del Rey, obrigando algumas Prefeitura a fazerem
acordos sobre carga horária e salários com os médicos que lá atuavam.
O assunto foi conduzido pelo Sindicato dos Médicos de Belo Horizonte,
que atua naquela base sindical.

A conferir.
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

TELEGRAMA_SINDICAL_189

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-.- TELEGRAMA SINDICAL N°.189 -.-
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Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora
06 de novembro de 2009.
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SUS DE JUIZ DE FORA:
FALTA DESDE ESPARADRAPO ATÉ DIÁLOGO.
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Negociações coletivas 2009.
Cargos, carreiras e salários de médicos da Prefeitura de Juiz de Fora.
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No próximo dia 11 de novembro estarão completos 90 dias desde a data
prevista para o início dos trabalhos das comissões que irão tratar de
um plano de cargos, carreiras e salários, específico para os médicos
da Prefeitura de Juiz de Fora. A administração Custódio de Matos têm,
em suas mãos, a responsabilidade pela redenção dos serviços médicos da
Prefeitura. Até o dia 6 de novembro, apenas uma atividade foi
realizada, uma reunião de apresentação entre o Secretário de
Administração de Custódio e alguns médicos que comporão a comissão. Em
noventa dias, prazo mais que suficiente para elaborar um bom PCCS,
nada foi feito. Da comissão que vai tratar das condições de
atendimento à população de Juiz de Fora não foi feita qualquer
reunião, como se o assunto não merecesse importância ou não fosse
urgente. O acordo entre o Sindicato dos Médicos e a Prefeitura foi
aceito pela administração municipal e aprovado em Assembléia de
Médicos dia 11 de julho. As comissões deveriam começar seus trabalhos
até 11 de agosto. Difícil é entender a morosidade da administração de
CUSTÓDIO DE MATOS, já que as relações trabalhistas entre Sindicato e
Prefeitura estão tensas em razão do corte salarial praticado em
repressão ao movimento dos médicos. A situação do atendimento médico
no SUS de Juiz de Fora continua indo de mal a pior.

Reunião de Diretoria do Sindicato, na próxima semana, decidirá sobre
convocação de nova Assembléia Geral Extraordinária dos Médicos da
Prefeitura. Os médicos continuam ganhando mal, sem perspectivas
profissionais dentro da Prefeitura. A Saúde pública no município
continua em processo de deterioração. O assunto é de interesse
público. Interessa às autoridades, ao eleitorado, à classe política, à
Câmara Municipal, às comunidades e à sociedade civil organizada. O
prefeito Custódio de Matos e o Secretário de Admistração Vítor
Valverde deveriam compreender a importância do diálogo com a
representação classista dos médicos, nesse momento difícil. Faltam
medicamentos, insumos, até esparadrapos em unidades de urgência e
emergência, os médicos continuam atendendo os seus pacientes em
ambientes insalubres e deteriorados e ganhando mal. O HPS continua com
escalas de plantão médico incompletas. As pessoas continuam
descontentes com a qualidade do atendimento prestado.

Estará o Prefeito espera de um milagre?
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MINAS GERAIS:
PAPEL INFORMATIVO DO HORÁRIO POLÍTICO.

Horário político gratuito na TV serve para colocar em evidência
mazelas e maldades do Governo de Aécio Neves.
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Sindicalistas ligados ao serviço público estadual de Minas Gerais,
conhecedores das mazelas e maldades do Governo de Aécio Neves,
parabenizam os parlamentares do PT que utilizaram o horário político
do partido na TV para informar ao povo mineiro. Isso é de fundamental
importância. A imprensa de Minas nem é tão livre assim quando o
assunto é Aécio Neves. Ela é muito econômica em dar espaço a qualquer
dos inúmeros fatos e acontecimentos desagradáveis que, se divulgados,
podem repercutir negativamente para o Governador mineiro, candidato a
uma vaga no Senado.

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

TELEGRAMA SINDICAL 188

188
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-.- TELEGRAMA SINDICAL N°.188 -.-
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Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora
03 de novembro de 2009.
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A LUTA MÉDICA PELO BRASIL:
DE CUIABÁ AO SENADO.
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Campanhas em municípios e estados evidenciam a situação geral da classe médica no serviço público brasileiro: salários desprezíveis e deterioração de condições de trabalho. Resultado: profissionais estressados, com baixo padrão de vida e sem poder se atualizar, sujeitos a doenças decorrentes do estresse e com rebaixamento da própria auto-estima.
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Trava-se uma luta no Brasil, nos municípios pequenos e maiores, nas capitais e nos estados da federação. O resultado dela é fundamental para a qualidade dos serviços públicos de saúde prestados ao povo brasileiro, majoritariamente realizados no SUS. Médicos fazem greve e pedem demissão e o assunto, já com insistência, começa a frequentar as páginas dos jornais e a tribuna do Congresso Nacional.

Um fato: o serviço público prestado no SUS precisa de médicos para cumprir o dever constitucional do Estado de garantir a Saúde como direito de todos. Outro fato: o serviço público não pode mais se sustentar pagando salários fingidos e indecentes a profissionais altamente qualificados, que vão garantir o cumprimento da Constituição.
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O Prefeito tucano de Cuiabá, Wilson Santos, propôs aos médicos um piso salarial de 1.300 reais, a partir de fevereiro de 2010. Pouco depois evoluiu para 1.500 reais. Os serviços públicos de saúde (SUS) de Cuiabá estão afundando no caos. O Presidente do Sindicato dos Médicos do Mato Grosso, economizando palavras, chamou a proposta da Prefeitura de indecente. Médicos estão pedindo demissão. O Prefeito Wilson Santos (PSDB MT) quer ser governador do Estado. Ele demonstra, por suas atitudes, não gostar de médicos, não gostar de funcionários públicos e nem cuidar bem dos assuntos públicos da Saúde. O Sindicato dos Médicos denuncia que o Prefeito tucano age com um propósito determinado: levar o caos à Saúde para desmoralizar e achincalhar os médicos e desmantelar e terceirizar os serviços públicos. O alvo seria tentar a implantação da reencarnação serrista do PAS malufista: a OS, a organização social a usurpar os serviços públicos do SUS.

Desde setembro os médicos buscam a negociação e o acordo. A muralha da intransigência da administração tucana de Cuiabá não tem cedido aos atos públicos, às greves ou ao apelo dramático dos pedidos massivos de demissão. A Prefeitura de Cuiabá contratou uma empresa gaúcha de prestação de serviços, que nem é devidamente registrada no CRM MT, para arranjar médicos provisórios, fora de Cuiabá para fazer funcionar um precário pronto-socorro em reforma. É o rabo de palha do projeto de precarizar/terceirizar.

O Senador Mão Santa elevou a sua voz da tribuna do Senado. Tornou-se mais um congressista a fazer saber a seus pares que os médicos do serviço público estão ganhando uma miséria. A mão de obra médica do SUS, eis outro fato inquestionável, está sendo duramente sucateada. A população, cada vez mais, vai sendo atendida por profissionais mal pagos e desmotivados. Leia a declaração do Mão Santa no link

Em Juiz de Fora, médico da Prefeitura tem piso de 1.277 reais. Vinte e cinco por cento menor que o nível superior. A Prefeitura não reconhece a carga horária especial do médico e nem as perdas salariais que isso acarretou aos médicos. Os hospitais privados, com quem o Sindicato dos Médicos faz negociações coletivaz têm a desfaçatez de oferecer 3%. Uma proposta vergonhosa, igual à que fizeram em Belo Horizonte. Isso não pode ser chamado nem de correção. Pelo modo humilhante com que essa gente trata os profissionais médicos nas áreas pública e privada pode se notar o pouco apreço que têm pela saúde da população mais necessitada.

Os médicos do SUS no Brasil inteiro vivem um grande e inegável impasse, quer aceitem ou não. Devem entender que essa é a hora da luta e da afirmação, porque todos os limites parecem estar sendo rompidos. Não há como esperar acontecer. O patrão do médico não é o Papai Noel nem o coelhinho da Páscoa. São astutos políticos e empresários que não se envergonham e nem enrubescem em pagar mal e, até mesmo, em precarizar o trabalho, terceirizando e descuidando de direitos trabalhistas elementares. Os que se acovardarem e se submeterem à intimidação vão perder o bonde da história. Podem não ter mais vez e nem hora. A luta é agora e vai continuar. Os médicos sempre vão continuar querendo um trabalho decente, acima das supostas verdades administrativas neoliberais.


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