sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Que o CFM exija das autoridades públicas as garantias de um atendimento correto e protetor para a nossa população enferma

 14/01/2021                         CARTA AO CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA E AOS MÉDICOS E MÉDICAS DO BRASIL

Somos mais de 500.000 médicos e médicas trabalhando para a população brasileira. Estamos nas emergências; nas UTIs; nos Postos de Saúde; nos hospitais e nas casas dos nossos pacientes. Estamos onde o povo está a necessitar do nosso trabalho e cuidados. E a ele não faltaremos.

1-Mas onde está o Conselho Federal de Medicina (CFM)?                  2- Onde está a entidade máxima da categoria médica no Brasil?         Até agora sabemos o endereço, mas não sabemos a sua posição frente a essa tragédia sanitária e humana que assola o Mundo e em especial o nosso País.           Nós médicos e médicas olhamos em sua direção e não vemos nada.        Só o silêncio.            Parece que tudo está em paz.                                     Paz essa que sequer existe hoje nos cemitérios nacionais, onde reina absoluto o choro distante de mais de 200.000 famílias enlutadas.

Frente a essa eloquente omissão do nosso principal órgão representativo é que nós, ex- Presidentes do CFM e outros ex-Conselheiros Federais, conclamamos o CFM a que se manifeste publicamente em defesa da vida da nossa gente; em defesa do exercício de nossa profissão; e em defesa dos milhares de médicos e médicas, bem como de seus companheiros das equipes de saúde, que estão cumprindo os seus deveres profissionais e arriscando suas vidas.

Conclamamos, por ser um imperativo ético:

Que o CFM se manifeste pública e enfaticamente, a favor da vacinação para todos aos quais está indicada, vacinas que serão licenciadas pela ANVISA, com base em sua segurança e eficácia, e que garantirão, desde que a cobertura vacinal seja adequada, uma acentuada diminuição no número de casos e, eventualmente, o controle da pandemia.

Que o CFM enfatize a continuidade da adoção das outras medidas de controle reconhecidas cientificamente, como distanciamento social, higiene pessoal e uso de máscaras.

Que o CFM exija das autoridades públicas as garantias de um atendimento correto e protetor para a nossa população enferma.

Que o CFM oriente a população médica brasileira quanto ao adequado comportamento ético a ser adotado nesta pandemia evitando o uso de condutas terapêuticas sem respaldo científico; bem como a disseminação de informações falsas sobre a doença, tudo no estrito cumprimento do Código de Ética Médica.


É isso que a Boa Medicina ensina.                É disso que o nosso Povo necessita.                  É isso que precisa ser feito sem demora.

Ex-Presidentes do CFM:

1-Dr. Gabriel Wolf Oselka

2- Dr. Francisco Álvaro Barbosa Costa                       3-Dr. Ivan de Araújo Moura Fé.          

4- Waldir Mesquita         5- Edson de Oliveira Andrade.                           Ex-Conselheiros Federais:

Nei Moreira

/ Evilázio Teubner Ferreira

/Nilo Fernandes Rezende Vieira /.  Antônio Henrique Pedrosa Neto     /.    Sérgio Ibiapina Ferreira Costa  / Júlio Cezar Meireles / 

Wilson Seffair Bulbol

/

Genário Alves Barbosa. /

Gerson Zafalon Martins / 

Antônio Clementino da Cruz Junior    / Rafael Dias Marques Nogueira / Frederico Henrique de Melo / Mauro Brandão Carneiro

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Descaso faz COVID subir de novo no Brasil - testes estragam e cloroquina encalha

Muitos questionam se o Brasil está recebendo o impacto de uma segunda onda de infecções por COVID antes que a primeira tenha passado. O fato é que, independente de onda, atendimentos e internações em enfermaria e UTI estão aumentando. 


Domingo, 22 de novembro de 2020 - a taxa de ocupação de UTI por COVID no Rio chega a 92%. 

Medidas restritivas que visam diminuir aglomerações e facilitar o isolamento social haviam sido relaxadas na cidade. 

Muitos falam de segunda onda, que teria começado sem que a primeira tivesse sido completamente superada. 

A falta de uma liderança do governo federal no combate à pandemia, a testagem deficiente e o descaso com o distanciamento social contribuem para a propagação do vírus e suas consequências. 


Informou o G1:

“No domingo (22), a taxa de ocupação dos leitos de UTI exclusivos para pacientes com o novo coronavírus na rede SUS do Rio tinha o mesmo índice do mês de maio. Secretaria Municipal de Saúde se diz preparada e não acredita em segunda onda da doença.”


https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/11/23/rj-tem-aumento-de-casos-de-covid-19-e-taxa-de-ocupacao-de-leitos-de-uti-na-rede-sus-chega-a-92percent.ghtml


E o portal Money Times:

“A taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) para covid-19 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) chegou a 92% na cidade do Rio de Janeiro, no dia de ontem (22). É a maior ocupação desde 12 de junho deste ano, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.”

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https://www.moneytimes.com.br/ocupacao-de-leitos-publicos-de-uti-para-covid-19-chega-a-92-no-rio-de-janeiro/


Também o portal do jornal Valor Econômico registrou a espantosa  alta na ocupação de UTIs:

https://valor.globo.com/brasil/noticia/2020/11/23/rio-tem-alta-de-casos-de-covid-19-e-ocupacao-de-utis-publicas-chega-a-92percent.ghtml


Essa situação se repete em muitas outras cidades. Causou estranheza saber que o Ministro da Saúde não distribuiu os testes necessários para estados e municípios, que ficaram estragando em depósitos. Grande parte da sociedade contra trabalho ao governo federal, que parece inerte e acomodado diante da pandemia. O governo federal ainda não explicou o que fará com os estoques gigantescos de cloroquina que Bolsonaro mandou fabricar e que estão encalhados. Nunca houve comprovação científica de que cloroquina fosse cura para COVID. 


https://faxsindical.wordpress.com/2020/11/24/a-covid-volta-a-assustar-o-brasil-ja-e-a-segunda-onda/

Médica “pela verdade” é investigada por induzir pacientes a mentir durante exames para COVID

Fundadora do Médicos Pela Verdade em Portugal, anestesiologista é investigada por ensinar pessoas a mentir para enganar testes de COVID e produzir falsos negativos. 


Essa conduta monstruosa e criminosamente foi denunciada na imprensa portuguesa. 


Diz o site do jornal Público ( em https://www.publico.pt/2020/11/23/sociedade/noticia/cofundadora-medicos-verdade-receitou-estrategias-enganar-testes-covid19-1940367 ):


“As queixas contra a desinformação dos “Médicos pela Verdade” acumulam-se na Ordem dos Médicos. Esta segunda-feira, o Observador deu conta de uma série de mensagens na aplicação Telegram, em que a anestesiologista e co-fundadora da página, Maria Gomes de Oliveira, terá procurado passar receitas e conselhos sobre como ludibriar os testes à covid-19.”


“O objectivo dos que procuravam ajuda da médica era tentar obter resultados negativos, que as permitisse manter os contactos habituais. Entre os vários conselhos para eliminar “todos os restos virais” das fossas nasais e da garganta, onde são recolhidas as amostras através das zaragatoas, Maria de Oliveira terá recomendado limpeza constante dessas áreas, “alimentos frescos e variados com muita fruta e legumes”, jejum antes do exame, repouso, entre outras “ajudas”.”


A picaretagem chegou ao conhecimento da imprensa pelo acesso a mensagens de aplicativos de celular nas quais a “médica pela verdade” ensinava as pessoas a mentir. Muito grave difusão de fake news e essas atitudes contrárias à saúde pública. 


https://faxsindical.wordpress.com/2020/11/24/medica-pela-verdade-e-denunciada-por-induzir-pacientes-a-mentir-em-exames

sábado, 14 de novembro de 2020

Ato em Brasília, em defesa do SUS e protesto contra a má gestão da crise sanitária pelo governo federal

Ato em forma de cortejo fúnebre na Rodoviária de Brasília foi em defesa do SUS e protesto pela má condução da saúde pública pelo governo Bolsonaro. 


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Ato público na Rodoviária de Brasília foi em defesa do SUS e de protesto contra a forma desastrosa que o governo federal vem conduzindo a saúde pública no Brasil. 


“O objetivo do ato cênico, no formato de cortejo fúnebre, foi  para questionar o modo com que o governo Bolsonaro tem atuado em relação à saúde pública brasileira.”


https://jornaldebrasilia.com.br/cidades/manifestantes-protestam-em-defesa-do-sus-na-rodoviaria-de-brasilia/


Publicado em https://faxsindical.wordpress.com/2020/11/14/manifestacao-na-rodoviaria-de-brasilia-em-defesa-do-sus-e-de-protesto-contra-erros-da-crise-sanitaria/

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Brasil acumulou estoques de cloroquina que estão encalhados

O uso de cloroquina contra COVID não é apenas ineficaz, é também prejudicial. Tanto a ineficácia do medicamento para COVID, quanto seus efeitos colaterais, são bem estudados e conhecidos atualmente. 


Trump chegou a exaltar a cloroquina, dizendo que COVID tinha cura farmacológica. Quando ele mesmo teve COVID-19 não foi tratado com cloroquina. Paradoxalmente Trump era um negacionista, negava a gravidade da pandemia e seu potencial maligno. 

Bolsonaro também foi negacionista, negando a gravidade da pandemia, subestimando o número de mortos e os riscos da doença.


Na esteira de Trump e Bolsonaro, médicos brasileiros identificados com grupos políticos que se declaram “de direita”, começaram a propagandear pelas redes sociais a cloroquina. Não se apoiavam em evidências científicas. Em muitas dessas publicações, vídeos e áudios que circulavam em redes sociais e repicavam em aplicativos de mensagens, era prometida uma cura milagrosa pela cloroquina, a ponto de fazer as pessoas não temerem a doença, porque havia doutores dizendo que havia um remédio que tudo resolveria. Além disso, os médicos negacionistas, ao menos parte deles, investiam raivosamente contra as medidas de prevenção necessárias e eficazes: o uso de máscaras, a higiene das mãos com água e sabão ou álcool gel e o isolamento social, apesar de todas as evidências científicas favoráveis a esse uso. 


Os doutores negacionistas iam mais além. Levantavam um possível “tratamento preventivo” ou “tratamento precoce”, usando essa mesma cloroquina. 


Sabendo que a cloroquina e hidroxicloroquina não têm efetividade comprovada contra COVID e que têm importantes efeitos colaterais, já conhecidos a nível clínico e, agora também, em nível molecular (confira a divulgação científica em https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/hidroxicloroquina-pode-causar-efeito-grave-diz-estudo,33e36add777387c11a72a27514137781iez6tvn4.html), sabemos que foi, no mínimo, uma temeridade, recomendar seu uso massivo contra a pandemia. 


“O estudo não indica quais são os efeitos colaterais possíveis pois precisaria ser feito com um organismo vivo. A pesquisa utilizou apenas a interação molecular. "Analisar os efeitos é um trabalho médico. Fizemos a interação do DNA com o fármaco. Na literatura se encontra efeitos que vão de diarreia a psicose. Mas nosso trabalho foi feito a nível molecular". 


O lado mais sombrio dessa história é que essa facção de profissionais aceitava a desorientação do governo federal na luta contra a COVID, que tornou o Brasil um caso de fracasso na luta contra a pandemia e levou muitas vidas. Somos o segundo país do mundo em número de vítimas da pandemia e  somos a sexta população do planeta. Países mais populosos, como China,Indonésia, Índia e Paquistão, conseguiram melhores êxitos no enfrentamento da pandemia. Só os Estados Unidos conseguiram ficar em situação pior. 


A cloroquina é indefiras, tem efeitos colaterais importantes, que a impedem de ser usada massivamente e não serve de desculpa para o fracasso do governo federal nas suas ações e inações contra a pandemia. E Bolsonaro não deve satisfação apenas à família dos mortos. Tem que explicar por que gastou bilhões de dinheiro público para produzir milhões de comprimidos de cloroquina no laboratório do Exército. Talvez o Brasil tenha o maior estoque encalhado de cloroquina do mundo. 


https://faxsindical.wordpress.com/2020/11/13/pa-de-cal-na-cloroquina-brasil-tem-o-maior-estoque-encalhado-de-cloroquina-do-mundo/?preview=true

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

COVID mata. Presidente negligente diz que somos país de maricas.

Ao criar polêmica, Bolsonaro quer fugir de sua responsabilidade por tantas mortes, que teriam sido evitadas por uma ação governamental eficaz contra a pandemia. 

Não somos um país de “maricas”,  Excelência. Todo mundo tem que evitar doenças, especialmente a COVID, que é potencialmente mortal, que já levou a vida de mais de 162 mil brasileiros. “Todo mundo vai morrer um dia”, mas há mortes que podem ser evitadas nesse momento. Mortes que o governo não fez nada para evitar. É justo acusar Bolsonaro de negligência diante da pandemia. 


https://faxsindical.wordpress.com/2020/11/12/pandemia-desinformacao-e-negligencia-governamental-no-brasil/

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Governo federal age deliberadamente para destruir representação dos trabalhadores e organização do trabalho

Sem representação, sem organização sem voz, sem vez. Situação dos trabalhadores fica pior sem sindicatos. Empregos piores, menos renda, menos direitos. 

É sabida a má vontade do presidente Bolsonaro, e dos círculos que representam os interesses que influenciam as decisões sociais e econômicas de seu governo, em relação à representatividade dos trabalhadores. Até aqui o governo federal brasileiro tem feito o que pode para diminuir a importância da representação classista e da organização do trabalho no Brasil. Muitos não se acham surpreendidos, mas a cada dia surgem medidas que revelam atitude persecutória de autoridades e governantes contra sindicatos. 

Sobre o assunto publicamos mais esse recorte. A Portaria n. 21.595/2020, publicada em primeiro de outubro, é uma clara iniciativa de asfixiar a representatividade dos servidores públicos federais. 

A informação pode ser lida em 
https://jornaldebrasilia.com.br/politica-e-poder/a-nova-violacao-a-sindicatos-de-servidores-publicos/

“Agora, em nova tentativa de prejudicar as entidades sindicais, foi editada a Portaria n. 21.595/2020, no dia 1º de outubro, que veda a realização dessa cobrança por todas as entidades vinculadas ao SIPEC — ou seja, todas as instituições que exercem atividades relacionadas à administração de pessoal da Presidência da República, seus Ministérios e demais órgãos do governo.
Diversos são os vícios contidos na Portaria. Dentre esses, merece destaque a afronta ao princípio da autonomia sindical, o qual assegura a autogestão dos sindicatos, sem a interferência do Poder Público. Nesse caso, a Administração Pública imiscui-se na esfera organizacional das entidades, ao dificultar arbitrariamente a captação de recursos que viabilizam o desempenho de suas atividades.”

https://faxsindical.wordpress.com/2020/11/11/seguem-acoes-do-governo-federal-para-sufocar-a-representatividade-dos-trabalhadores-e-a-organizacao-do-trabalho/

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