terça-feira, 31 de março de 2009

SINDICATO_MÉDICOS_JUIZdeFORA_PREFEITURA

-.-.=-.-.-.- TELEGRAMA Sindical 31/03/2009. -.- .=-.=..-.-.-.-=-.-.-.

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+++ Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e Zona da Mata de Minas Gerais. +++

*** MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA - CAMPANHA SALARIAL 2009 ***

EQUIPARAÇÃO JÁ!
Pelo fim da DISCRIMINAÇÃO SALARIAL CONTRA OS MÉDICOS DA PREFEITURA DE
JUIZ DE FORA!

ASSEMBLÉIA GERAL - 6 de abril de 2009 - SEGUNDA-FEIRA - às 19 Horas e
30 minutos - na Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora (Rua
Braz Bernardino, 59).

A Prefeitura de Juiz de Fora paga aos seus médicos 25% a menos que o
nível superior. Os salários pagos aos médicos estão muito ruins,
insustentáveis. Isso causa dificuldade até para manter serviços
essenciais. Na campanha salarial de 2007 os médicos reivindicam que a
Prefeitura respeite a Lei Federal 3.999/1.961, que acabe com a odiosa
discriminação salarial contra os médicos e que regularize o exercício
da Medicina no SUS.

CHEGA DE VALER POUCO! TODOS À ASSEMBLÉIA.

SindicatoMedicos-TELEGRAMA 2009/03/31 -

segunda-feira, 30 de março de 2009

Juiz de Fora-Prefeitura retém honorários de médicos do SUS

-.-.=--.---.-.-.- TELEGRAMA Sindical 30/03/2009. -.-.=-.=..-.-.-.-=-.-.-.

-@*@*@*- Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e Zona da Mata de
Minas Gerais. -*@*@*@-

*** *** *** JUIZ DE FORA - URGENTE -ONDE ESTÁ O DINHEIRO DO SUS? *** *** ***

Está findando o mês de Março e os médicos prestadores autônomos de
serviços ao SUS em JUIZ DE FORA ainda não receberam os honorários de
fevereiro. Esses honorários são pagos com recursos transferidos do
Ministério da Saúde, VERBA CARIMBADA. Os recursos destinados a esse
pagamento foram transferidos há cerca de 3 semanas. Médicos de outras
cidades da Zona da Mata de Minas e de cidades vizinhas já receberam
seus honorários. Desde que tomou posse a atual gestão da Secretaria de
Saúde isso tem acontecido. Que estranho interesse tem originado essa
demora? A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Juiz de Fora tem
mostrado não achar importante justificar o atraso. NÃO SERÁ O CASO DO
MINISTÉRIO DA SAÚDE, POR MEIO DE SEU SISTEMA DE AUDITORIA, EXAMINAR
ESSE DESCALABRO ADMINISTRATIVO?

SindicatoMedicos-TELEGRAMA 2009/03/30

quinta-feira, 26 de março de 2009

FAX SINDICAL 152

Fax Sindical
151.


Sindicato
dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de Minas
Gerais.







Juiz de Fora, 26 de março de 2009.



JUIZ DE FORA - CRISE NO HPS: Plantonistas repelem ameaças.




O serviço de cirurgia do HPS acha-se ameaçado pela
deficiência de sua escala de plantão. As condições para o exercício ético da
profissão e para o atendimento à população usuária do SUS acham-se ameaçadas. Os
médicos que atendem nesse serviço tentaram uma negociação com a administração
municipal. Diante da gravidade da situação apresentada e da morosidade da
aplicação de soluções, resolveram cobrar soluções consistentes e responsáveis
aos gestores de saúde. A resposta foi um memorando em que se procura
desqualificar a posição reivindicatória dos médicos, tentar responsabilizá-los
pela situação e criar um clima de ameaça e medo, para coibir qualquer movimento
que vise estabelecer condições para o exercício ético da Medicina, que tem como
resultado condições adequadas de atendimento.


Os salários pagos pelo empregador, a Prefeitura de Juiz
de Fora, aos seus médicos está longe de ser satisfatório, os médicos sofrem
discriminação salarial e isso está gerando uma dificuldade crescente de
recrutamento de mão-de-obra especializada e de sua fixação nos locais de
trabalho. A Secretaria não pode varrer essa realidade para baixo do
tapete.


Diante disso, a Direção Clínica do HPS, como parte
diretamente interessada na manutenção de um atendimento público e de qualidade
às pessoas que demandam a unidade, fez um apelo às negociações e ao respeito
pelas práticas democráticas. Abaixo transcrevemos a carta aberta do Diretor
Clínico aos gestores municipais de saúde.



 





PREFEITURA
DE JUIZ DE FORA. SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE.


SECRETARIA
DE SAÚDE, SANEAMENTO E DESENVOLVIMENTO AMBIENTAL.
HPS


 


 



DIREÇÃO CLÍNICA.


HOSPITAL DE
PRONTO SOCORRO DR. MOZART GERALDO TEIXEIRA.


Em conformidade com a Resolução CFM 1342/1991, com respaldo
na LEI Nº 3.268, DE 30 DE SETEMBRO DE 1957, regulamentada pelo DECRETO Nº
44.045, DE 19 DE JULHO DE 1958.


 




Memorando
DCLIN200903056. Juiz de Fora, 26 de março de 2009.


De:     
 Diretor Clínico do HPS.


Para:
    Ilma. Sra. Secretária Municipal de
Saúde.


          Ilmo. Sr.
Subsecretário de Urgência e Emergência.


          Empregador:
Secretaria de Saúde/Prefeitura de Juiz de Fora.


Referência:


          Médicos/Urgência
e Emergência/HPS.


 


CARTA ABERTA SOBRE A CRISE NO SERVIÇO
DE CIRURGIA DO HPS.


 


Ilma. Sra.


Eunice Dantas.


DD. Secretária Municipal de Saúde.


Juiz de Fora.


Ilmo. Sr.


Cláudio de Castro Reyff


DD. Subsecretário de Urgência e Emergência.


Juiz de Fora.


 


Estamos vendo ser criada no HPS, principal unidade pública
de pronto atendimento a urgências e emergências de Juiz de Fora, uma situação
muito grave. Por isso decidimos apelar ao bom senso das partes e à necessidade
de, antes de tudo, restabelecer a verdade. Acreditamos que a gravidade da
questão já está ultrapassando as paredes do HPS e da Secretaria de Saúde e
atingindo níveis mais amplos de repercussão.


 


Em consideração ao Memorando 154/2009/SS/Gabinete,
apresento-me, respeitosamente, para fazer saber à Sra. Secretária de Saúde e ao
Sr. Subsecretário de Urgência e Emergência que a Direção Clínica do HPS, no uso
das atribuições que lhe confere a legislação federal e a Resolução 1342/1991 do
Conselho Federal de Medicina, DEPLORA PUBLICAMENTE a tentativa de reprimir o
movimento dos cirurgiões plantonistas do Corpo Clínico do HPS, ou qualquer
argumento que vise a desqualificar os reivindicantes.


 


Declaro que, na fundamentação de seus argumentos, no
citado Memorando, esqueceu-se de fazer referência ao que reza o Artigo 23 do
Código de Ética Médica: “É direito do médico recusar-se a exercer sua profissão
em instituição pública ou privada onde as condições de trabalho não sejam dignas
ou possam prejudicar o paciente.” E também ao conteúdo do Artigo 85: “É vedado
ao médico utilizar-se de sua posição hierárquica para impedir que seus
subordinados atuem dentro dos princípios éticos.” E, sobretudo, existe o
preceito (que deve ser de conhecimento de todo médico) de que o profissional não
pode atuar sob condições que possam, de forma previsível, resultar em risco de
dano para o paciente.


 


Causa estranheza a tentativa de culpar os colegas
plantonistas pelas deficiências em sua própria escala de plantão. A obrigação de
prover recursos humanos para o serviço é um ônus do empregador, que dele não
pode renunciar. Em novembro de 2006, a Direção Clínica do HPS dirigiu
representação ao Ministério Público, deixando clara a carência de recursos
humanos, e advertindo que era previsível, em algum momento, que houvesse o
comprometimento das escalas de trabalho no HPS, colocando em risco funcionamento
regular de serviço essencial. De lá para cá, nada foi feito de consistente e
responsável. Apenas promessas e vãs declarações de intenções. O empregador, a
Prefeitura de Juiz de Fora, aqui representada por Vossas Senhorias, continua
praticando discriminação salarial contra os médicos, ao pagar-lhes menos 25% do
que o nível superior, está praticando má remuneração dos profissionais, não está
sendo observante da necessidade de garantir condições adequadas de atendimento à
população. Todos sabem que os culpados por essa situação, que resulta na atual
crise, não podem ser encontrados nas salas e enfermarias do HPS, atendendo
pessoas que são usuários do SUS. Os verdadeiros culpados sempre puderam ser
achados atrás de mesas, nos gabinetes da Secretaria de Saúde, longe da população
atendida e procurando pretextos persecutórios para atingir os próprios
empregados da instituição, como forma de justificar a ineficácia de suas
ações.


 


Igualmente não é legal a ameaça contida no memorando de
acabar com o médico diarista e incorporá-lo ao plantão, haja vista que isso
configura uma alteração indevida do contrato de trabalho. Já existe, inclusive
sólida jurisprudência sobre essa questão, a ponto de causar espécie o seu
desconhecimento pelos atuais gestores de saúde da Prefeitura.


 


Isso posto, a Direção Clínica do HPS reserva-se no direito
e não recusará seu dever de encaminhar ao Sindicato dos Médicos, ao Conselho
Regional de Medicina de Minas Gerais, ao Ministério Público Estadual, ao
Ministério Público do Trabalho e à opinião pública a denúncia de qualquer ação
que vise desqualificar os profissionais desse corpo clínico, e que se façam
ouvidos de mercador às condições adversas de exercício profissional e ao
consequente prejuízo aos usuários do SUS.


 


Esperando que prevaleça o bom senso e o espírito
democrático das negociações e do consenso, sendo superada a idéia de que o
enfrentamento e a desqualificação dos médicos seja o caminho para a solução
dessa crise, despedimo-nos com protestos de estima e consideração.


 


 


 


Atenciosamente,


 


Geraldo Henrique Sette de Almeida.


CRMMG 13938 – MASP 388.003-6 - MAT. PJF 7185-4.1 , ABP
MAT.00172


DIRETOR CLÍNICO



segunda-feira, 23 de março de 2009

TELEGRAMA SINDICAL-Juiz de Fora: HPS poderá ficar sem serviço de Cirurgia.TELEGRAMA SINDICAL-Juiz de Fora: HPS poderá ficar sem serviço de Cirurgia.
TELEGRAMA SINDICAL - 23/03/2009 - N.01
Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e Zona da Mata de Minas Gerais.
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Juiz de Fora: HPS poderá ficar sem serviço de Cirurgia.
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SINDICATO DEPLORA DISCRIMINAÇÃO SALARIAL E BAIXOS SALÁRIOS E PREVÊ AGRAVAMENTO DO PROBLEMA.



Em manifesto, os médicos denunciam escalas incompletas de plantão. Este fato compromete o exercício ético da Medicina e expõe a riscos pacientes e profissionais. Situação decorre da carência de recursos humanos na área médica. A Prefeitura de Juiz de Fora pratica discriminação salarial contra seus médicos, que ganham 25% a menos que o nível superior. O vencimento básico inicial da categoria já é menor que três salários mínimos. O Sindicato avalia que, sob essas condições, o problema não terá uma solução duradoura e responsável. Enquanto isso a cidade correrá risco de desativação de serviços essenciais.

domingo, 22 de março de 2009

Congresso: Tramita novo mínimo profissional dos Médicos

TELEGRAMA SINDICAL

Domingo, 22 de Março de 2009

TelegramaSindical-TRAMITA O NOVO MÍNIMO PROFISSIONAL DOS MÉDICOS.
TELEGRAMA SINDICAL 22/07/2009 - 01. MÉDICOS - SALÁRIO MÍNIMO PROFISSIONAL.
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CONGRESSO NACIONAL - TRAMITAÇÃO DO NOVO MÍNIMO PROFISSIONAL DOS MÉDICOS.

Enviamos, para conhecimento e apreciação dos colegas médicos, acompanhamento da tramitação do importante Projeto de Lei 3734/2008,que altera a lei n.º 3.999, de 15 de dezembro de 1961, que determina o salário-mínimo dos médicos. Como sabemos, o atual mínimo pofissional é de 3 salários mínimos e o serviço público (médicos que são servidores estatutários) não é obrigado a segui-lo (vale só para celetistas - quem trabalha com carteira assinada).
Pelo Projeto de Lei 3734/2008, o novo piso salarial será de 7.000 reais.
Salário Mínimo Profissional

Segundo solicitação, informamos que as proposições abaixo sofreram movimentação.

PL 3734/2008 - Altera a lei n.º 3.999, de 15 de dezembro de 1961, que altera o salário-mínimo dos médicos e cirurgiões-dentistas.
- 10/03/2009 Parecer do Relator, Dep. Mauro Nazif (PSB-RO), pela aprovação, com substitutivo.
- 19/03/2009 Prazo para Emendas ao Substitutivo (5 sessões ordinárias a partir de 20/03/2009)
Atenciosamente,
Câmara dos Deputados

sábado, 21 de março de 2009

Plano de saúde assina carteira e esvazia Unimed e concorrentes.

TELEGRAMA SINDICAL

Sábado, 21 de Março de 2009

Plano de saúde assina carteira e esvazia Unimed

TELEGRAMA SINDICAL 21/03/2009 - 03
 
Plano de saúde que contrata médicos por carteira assinada, estabelece-se no Paraná e esvazia outros planos de saúde e cooperativas. Presidente do Sindicato comenta descredenciamento em massa. Médicos preferem trabalhar com a carteira assinada.
 
20/03/2009
O Sindicato dos Médicos do Paraná (Simepar) apontou que um número crescente de descredenciamento de médicos especialistas tem ocorrido no Estado. De acordo com o presidente do Simepar e Diretor de Saúde Suplementar da FENAM, Mario Antônio Ferrari, há uma relação da rescisão destes contratos com a chegada, em Curitiba, de uma empresa de operadora de Plano de Saúde que adquiriu uma empresa americana e que está contratando os médicos com registro em carteira. O argumento da administradora é a redução de custos. 

Em entrevista à Rádio FENAM, o diretor falou sobre o descredenciamento em massa na região, das conseqüências do ponto de vista ético na relação médico/paciente e apontou que este comportamento das operadoras de saúde gera prejuízos aos usuários e aos profissionais médicos
SindMedJF-PREFEITURA NÃO CUMPRE CONVÊNIO COM BANCO DO BRASIL E ITAÚ RETÉM SALÁRIOS DE TRABALHADORES.SindMedJF-PREFEITURA NÃO CUMPRE CONVÊNIO COM BANCO DO BRASIL E ITAÚ RETÉM SALÁRIOS DE TRABALHADORES.
Favor divulgar.
TELEGRAMA SINDICAL 21/03/2009 - 02

Surpresa desagradável.

PREFEITURA NÃO CUMPRE CONVÊNIO COM BANCO DO BRASIL E ITAÚ RETÉM SALÁRIOS DE TRABALHADORES.

Após espera tensa e prolongada os servidores públicos estaduais da Saúde de Minas, cedidos à Prefeitura de Juiz de Fora, viram a complementação de seus salários ser depositada no Banco Itaú. O depósito foi percebido nas horas finais de sexta-feira, 20 de março. Havia servidores indignados ao perceberem que o Banco Itaú havia retido parte de seus salários sob o pretexto de pagar parcelas de dívidas. Essa prática é desumana e ilegal. Saiba mais em http://faxsindical.wordpress.com/2009/03/21/banco-nao-pode-reter-salario-de-trabalhador/

PUBLICADO INICIALMENTE EM http://telegramasindical.blogspot.com
SindMedJF-SaúdeServidor. Médicos têm representante.SindMedJF-SaúdeServidor. Médicos têm representante.
TELEGRAMA SINDICAL 21/03/2009 - 01.
SaúdeServidor. Médicos têm representante.

Por decisão de Diretoria, a Dra. MARTA Maria Neves Cotta foi designada para representar o Sindicato e a categoria profissioal dos médicos junto ao plano de saúde dos servidores da Prefeitura de Juiz de Fora.
Para qualquer pleito sobre o plano, os médicos credenciados deverão procurar a Dra. Marta.

quarta-feira, 18 de março de 2009

FAX SINDICAL 149FAX SINDICAL 149
SINDICATO EM AÇÃO, NA DEFESA DO TRABALHO MÉDICO.


FAX SINDICAL 149.
Especial.


Juiz de Fora, 17 de março de 2009.

O Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora continua na suas atividades que têm como objetivo uma valorização geral do trabalho médico em Juiz de Fora, tanto no setor público quanto na área privada. Mais dois pontos positivos devem ser apontados dentro desse campo de ação:

1-DEFESA DOS DIREITOS DOS MÉDICOS DA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE MINAS GERAIS CEDIDOS À PREFEITURA DE JUIZ DE FORA.

Para os servidores públicos do Estado de Minas Gerais cedidos à Prefeitura de Juiz de Fora, após entendimento entre o Presidente do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora, Dr. Gilson Salomão, e o Secretário de Administração e Recursos Humanos da Prefeitura, Vitor Valverde, houve um consenso para que o pagamento das complementações salariais aos servidores públicos estaduais municipalizados sejam feitas sempre no dia 20 de cada mês. Essa foi uma forma de evitar os desacertos e apertos que os servidores públicos sofrem com o pagamento em data variável, havendo sempre juros, multas e constrangimentos entre os trabalhadores que contam com esse valor adicional aos seus salários. Os depósitos serão sempre feitos no Banco do Brasil, que já efetua o pagamento dos servidores da Prefeitura de Juiz de Fora e do Estado de Minas Gerais.

2-A luta pela regulamentação da Medicina no SUS de Juiz de Fora.

Foi aprovado o REGIMENTO INTERNO do Corpo Clínico do Pronto Socorro Municipal. Mais um passo no sentido de que o SUS em Juiz de Fora respeite as normas que regulamentam o trabalho médico. O Sindicato luta para que cada médico da Prefeitura possa se referenciar a uma Comissão de Ética Médica e a uma Direção Clínica e espera o apoio do Conselho Regional de Medicina para essa ação. O Conselho é o órgão responsável pela fiscalização do exercício da Medicina, bem como por sua normatização. Daí a importância dessa atuação. A regulamentação do exercício ético da Medicina e o seu cumprimento é importantíssima como ferramenta para defesa profissional, para a melhoria do trabalho médico e uma arma contra o assédio moral contra médicos em seus locais de trabalho. O HPS, com essa vitória do Sindicato, passa a ter, além de Direção Clínica e de Comissão de Ética Médica, instituídas pela luta do Corpo Clínico, um novo Regimento Interno, que substitui o antigo, feito conforme as necessidades do antigo DUEC/Pronto Socorro Municipal. Estiveram presentes na ocasião o Presidente do Sindicato dos Médicos, Dr. Gilson Salomão e o Secretário Geral, Dr. Geraldo Sette, que também é Diretor Clínico do HPS.

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO TELEGRAMA SINDICAL http://telegramasindical.blogspot.com

quinta-feira, 12 de março de 2009

FAX SINDICAL 148

Fax Sindical 148.

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de Minas Gerais.

Quinta-feira, 12 de Março de 2009

JUIZ DE FORA - PREFEITURA ASSUSTA SERVIDORES E AMEAÇA NORMALIDADE E REGULARIDADE DOS SERVIÇOS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA.

Notícias inquietantes e preocupação. É tudo o que resulta de notícias e Atos do Governo publicados no início da semana passada.
Essa semana (dia 11 de março), um jornal anunciou que o Prefeito mandou fazer uma auditoria na folha de pagamento. A notícia, obviamente, não foi bem recebida pelos servidores. Os salários não estão muito animadores e uma auditoria significa uma possibilidade do poder público economizar em cima da folha de pagamento, tomando aos servidores uma parte de sua renda, que já não é das melhores. Um mês antes, o Sr. Prefeito assinava duas portarias. Uma sobre a revisão das penosidades e outra sobre os laudos de insalubridade. As portarias tratavam da revisão da penosidade paga aos servidores das unidades que prestam serviços de urgência e emergência e da insalubridade e periculosidade, paga em vários setores da Prefeitura, especialmente na saúde.

A sensação que ficou no ar foi a de que direitos trabalhistas reconhecidos e incentivos ao trabalho em áreas críticas poderiam ser colocados em questão pela necessidade de economia de recursos públicos. Essa necessidade poderia ser prejudicial aos servidores.

No meio médico, os salários da Prefeitura não estão sendo animadores. Não contribuem para atrair ou fixar profissionais. Os incentivos, como é o caso do pagamento da penosidade, é algo usado para manter o funcionamento de serviços essenciais. Os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora sofrem discriminação salarial. Ganham 25% a menos do que os demais profissionais de nível superior. A situação é de desestímulo. Em razão disso é justificada a preocupação de que essas medidas de economia tomadas em cima da folha de pagamento terminem, ao fim e ao cabo, resultando em sérios prejuízos para os milhares de juizforanos que dependem dos serviços públicos de saúde, em especial nas áreas de urgência e emergência. O Sindicato dos Médicos vê com muita preocupação essas providências e espera bom senso dos gestores municipais quanto a sua aplicação.
A notícia, de 11 de março de 2009, quarta-feira foi publicada na página
www.tribunademinas.com.br/politica/politica30.php


POLÍTICA

PJF implanta auditoria na folha

O prefeito Custódio Mattos (PSDB) baixou decreto instituindo, no âmbito da administração direta e indireta, formas e critérios para implantação de um sistema de auditoria a ser realizado na folha de pagamento de pessoal da Prefeitura. Os procedimentos foram anunciados ontem e serão realizados pela Subsecretaria do Sistema de Controle Interno por meio do Departamento de Auditoria Interna (DAI). De acordo com o secretário de Administração e Recursos Humanos, Vítor Valverde, a proposta havia sido levada ao prefeito no início da atual administração e pretende apenas dar mais transparência e proporcionar segurança ao processo de pagamento dos salários. "Estamos apenas aumentando o rigor no trato da coisa pública."
Entre as atribuições do DAI listadas no decreto está a averiguação dos procedimentos operacionais relativos à composição e à emissão da folha de pagamento de pessoal. Havendo irregularidades, os auditores devem "alertar a autoridade competente acerca dos atos praticados em desconformidade com os princípios gerais que regem a matéria".
O secretário de Administração informou que não há qualquer denúncia sobre irregularidades na folha, bem como qualquer vínculo com a política de contenção de gastos adotada pela atual administração. Ele explicou, ainda, que nada muda em relação à forma de pagamento dos servidores, que permanece na mesma data, ou seja, no último dia útil do mês, e pelo Banco do Brasil.
No dia 12/02/2009, nos Atos do Governo, foram publicadas as portarias:
PORTARIA Nº 6639 - Determina o recadastramento dos servidores que recebem o adicional de penosidade e dá outras providências.

PORTARIA Nº 6640 - Determina a revisão dos laudos de concessão dos adicionais de insalubridade e periculosidade e dá outras providências.


USA - OBAMA QUER REFORMA DA SAÚDE.

A vitória eleitoral de Barak Obama e do Partido Democrata abriu as portas para o retorno do debate sobre o sistema de saúde (público e privado) dos Estados Unidos.

Tido, entre muitos médicos e administradores que atuam na área de saúde, como uma referência positiva, um exemplo citado, os serviços de saúde prestados à população norte-americana e aos estrangeiros que lá residem ou demandam o país em busca de cuidados médicos. E quem os coloca em questão não é nenhum grupo de sanitaristas divorciados da realidade assistencial. É o próprio governo norte-americano, preocupado com os problemas econômicos e as lacunas assistenciais que estão sendo deixados pelo sistema atual. O custo do sistema para as famílias, comprimindo seus orçamentos e comprometendo sua qualidade de vida é um dos aspectos preocupantes para a administração Obama. A notícia saiu no Ig:

Obama dá primeiro passo para relançar reforma do sistema de saúde

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05/03/2009 21:09:00


Macarena Vidal. Washington, 5 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, iniciou hoje, com uma cúpula na Casa Branca, o processo para a reforma do sistema de saúde do país, objetivo no qual fracassaram todos os Governos que tentaram alcançá-lo até agora.Ao término do encontro, do qual participaram mais de 200 pessoas, Obama afirmou que todos concordaram que é necessária uma reforma urgente no sistema, que deixa sem cobertura médica mais de 46 milhões de pessoas nos EUA.
A reunião, acrescentou o presidente, representou o "começo do debate" em prol desta iniciativa, e ao longo das próximas semanas serão realizadas novas discussões para que altos funcionários do Governo possam explorar as ideias apresentadas e ouvir outras opiniões.
Entre os presentes na cúpula desta quinta-feira estavam legisladores, como o senador democrata Ted Kennedy, um dos maiores promotores da reforma do setor, além de representantes de seguradoras, médicos e pacientes.
O objetivo da reunião, mais que definir medidas concretas, foi dar espaço a recomendações e pontos de vista, para que, mais adiante, o Governo possa determinar o caminho mais conveniente a seguir.
O presidente americano quer aproveitar sua grande popularidade, de 67%, e a consciência da população sobre a necessidade de reformas para levar o projeto adiante.
Segundo Obama, a reforma do sistema de saúde, além de diminuir custos, aumentar a qualidade do atendimento e ampliar a cobertura a todos os americanos, é "um imperativo moral" e "fiscal".
No discurso com o qual abriu o encontro de hoje, o chefe de Estado advertiu que os altos custos do sistema de saúde são a "maior ameaça à saúde fiscal" dos EUA, que para este ano prevê um déficit de US 1,8 trilhão.
Obama dá primeiro passo para relançar reforma do sistema de saúde
Nos últimos oito anos, os custos com saúde, disse Obama, cresceram quatro vezes mais que os salários, e em 2009 podem fazer com que 1,5 milhão de pessoas percam suas casas.
Além disso, destacou o presidente, a cada 30 segundos uma pessoa se declara em quebra no país por não conseguir arcar com suas despesas médicas.

"Se quisermos criar empregos e reconstruir nossa economia, devemos minimizar os custos esmagadores da saúde este ano, nesta Administração", acrescentou Obama. Seu objetivo, insistiu, é "aprovar uma reforma exaustiva do sistema de saúde até o fim do ano".

O presidente americano tinha dito durante a campanha presidencial que queria fazer da reforma do sistema de saúde uma de suas prioridades.
Na proposta de orçamento que apresentou na semana passada, ele reservou US 634 bilhões para dar início às mudanças no sistema.
A proposta recebeu críticas dos que acham que o dinheiro aumentará ainda mais o déficit fiscal.
Porém, Obama defendeu a iniciativa com o argumento de que "os investimentos na reforma feitos agora, investimentos estes que diminuirão os custos de maneira drástica, não serão acrescentados ao déficit orçamentário a longo prazo; pelo contrário, é uma das melhores maneiras de reduzi-lo".
No discurso que fez hoje, Obama prometeu que o processo será "o mais transparente possível", e nele será ouvida "cada voz" e "cada ideia".
"Continuar como estamos é a única opção que não podemos considerar. E aqueles que buscarem bloquear uma reforma a todo custo desta vez não vencerão", desafiou.
Um dos grandes problemas do presidente em seu ambicioso plano é a baixa causada por Tom Daschle, seu candidato inicial para ser secretário de Saúde e assessor da Casa Branca para a reforma.
Daschle, considerado um especialista no setor e o homem ideal para a reforma, renunciou à indicação ao cargo devido a problemas com o pagamento de impostos, e será substituído no posto pela governadora do Kansas, Kathleen Sebelius, que não esteve na cúpula devido a assuntos pendendes em seu estado.

Fonte - http://wap.ig.com.br/wapstudio/p.do?ssC=2520317&mh=sC&cC=1638511&sC=86&pC=913824


APOSENTADO POR INVALIDEZ NÃO PERDE PLANO DE SAÚDE.

Uma empresa que concede plano de saúde a seus empregados, não pode tirá-lo do empregado que for aposentado por invalidez. A sentença foi da Justiça do Trabalho, em segunda instância, em Santa Catarina. A notícia saiu na página http://m.hands.com.br/pub/noticia.aspx?srdh=4548b22a-d2d8-440e-ba4d-bddfb19d4561&cch=0&dev=1693&cat=5&sec_id=503&id=8319852
A companhia de águas de Santa Catarina foi obrigada a restabelecer o plano de saúde para o funcionário aposentado por invalidez e indenizá-lo de um plano de saúde que teve que pagar durante o período que ficou sem cobertura da Unimed. Leia a matéria:


Empresa não pode cancelar plano de saúde de aposentado por invalidez

A 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina decidiu que o empregador não pode cancelar o plano de saúde de um trabalhador que se aposentou por invalidez. O Tribunal mandou a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) restabelecer o plano de saúde do (médico e odontológico) junto à UNIMED,enquanto permanecer a condição de aposentadoria por invalidez do servidor.
A decisão, que reverteu a sentença de primeiro grau, também condenou a empresa ao ressarcimento de todas as despesas com o plano de saúde particular que havia sido contratado pelo autor durante o período de cancelamento. Além dos problemas de saúde que resultaram na invalidez, o trabalhador tem um filho com necessidades especiais.
No entendimento do relator do processo, juiz Jorge Luiz Volpato, a aposentadoria por invalidez apenas suspende o contrato de trabalho, mantendo-o em vigor, sem encerrá-lo. Por esta razão, o empregador não tem o direito de cancelar o plano, sob pena de caracterizar alteração unilateral do contrato de trabalho.
Para Volpato, "a supressão do direito de assistência à saúde aos colaboradores afastados em decorrência de aposentadoria por invalidez, além de transgredir normas de ordem pública, demonstra, por si só, a discriminação de tratamento com aqueles empregados que muitas vezes adquirirem doenças durante a relação de emprego, sobretudo considerando que o autor trabalhava para a reclamada há 25 anos".
O relator frisou que o plano de saúde foi instituído na empresa para ser usufruído no momento em que o beneficiário não se encontra com saúde. "Assim, não se pode admitir que a empresa furte de seus empregados a cobertura do plano exatamente no momento em que se encontram fragilizados em decorrência de enfermidade física ou psíquica".
Em sua defesa, a Casan alegou que as normas coletivas que fundamentam a manutenção de plano de saúde para os empregados devem ser interpretadas de forma restritiva, pois beneficiam expressamente apenas os trabalhadores da ativa e seus dependentes. Tal argumentação convenceu o juiz João Carlos Trois Scalco, da 5ª VT, que negou o pedido do autor em primeira instância.
Volpato argumentou que o acordo coletivo, além transgredir normas de ordem pública, como é o caso do direito à saúde, demonstra também discriminação com os empregados aposentados por invalidez, que muitas vezes adquiriram doenças durante a relação de emprego. "Sobretudo considerando que o autor trabalhava para a empresa há 25 anos", sustentou o juiz. Essa discriminação, segundo ele, afronta o princípio da igualdade previsto pela Constituição Federal.
O relator explicou ainda que, na aposentadoria por invalidez há a suspensão do contrato de trabalho, mas a empresa não pode suspender o pagamento do benefício do plano de saúde, porque a aposentadoria definitiva ainda não se consumou. Por isso, ele concluiu que houve "manifesta alteração contratual prejudicial ao trabalhador, contrária ao disposto noart. 468 da CLT".
A decisão não é definitiva e a empresa já interpôs recurso para o Tribunal Superior do Trabalho.
Processo nº RO 03155-2008-035-12-00-1-4

PUBLICADO INICIALMENTE, VIA GPRS, NO TELEGRAMA SINDICAL. VISITA http://telegramasindical.blogspot.com
JUIZ DE FORA - PREFEITURA ASSUSTA.SERJUIZ DE FORA - PREFEITURA ASSUSTA.SER
Notícias inquietantes e preocupação. É tudo o que resulta de notícias e Atos do Governo publicados no início da semana passada.
Essa semana (dia 11 de março), um jornal anunciou que o Prefeito mandou fazer uma auditoria na folha de pagamento. A notícia, obviamente, não foi bem recebida pelos servidores. Os salários não estão muito animadores e uma auditoria significa uma possibilidade do poder público economizar em cima da folha de pagamento, tomando aos servidores uma parte de sua renda, que já não é das melhores. Um mês antes, o Sr. Prefeito assinava duas portarias. Uma sobre a revisão das penosidades e outra sobre os laudos de insalubridade. As portarias tratavam da revisão da penosidade paga aos servidores das unidades que prestam serviços de urgência e emergência e da insalubridade e periculosidade, paga em vários setores da Prefeitura, especialmente na saúde.

A sensação que ficou no ar foi a de que direitos trabalhistas reconhecidos e incentivos ao trabalho em áreas críticas poderiam ser colocados em questão pela necessidade de economia de recursos públicos. Essa necessidade poderia ser prejudicial aos servidores.

No meio médico, os salários da Prefeitura não estão sendo animadores. Não contribuem para atrair ou fixar profissionais. Os incentivos, como é o caso do pagamento da penosidade, é algo usado para manter o funcionamento de serviços essenciais. Os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora sofrem discriminação salarial. Ganham 25% a menos do que os demais profissionais de nível superior. A situação é de desestímulo. Em razão disso é justificada a preocupação de que essas medidas de economia tomadas em cima da folha de pagamento terminem, ao fim e ao cabo, resultando em sérios prejuízos para os milhares de juizforanos que dependem dos serviços públicos de saúde, em especial nas áreas de urgência e emergência. O Sindicato dos Médicos vê com muita preocupação essas providências e espera bom senso dos gestores municipais quanto a sua aplicação.
A notícia, de 11 de março de 2009, quarta-feira foi publicada na página
www.tribunademinas.com.br/politica/politica30.php


POLÍTICA

PJF implanta auditoria na folha

O prefeito Custódio Mattos (PSDB) baixou decreto instituindo, no âmbito da administração direta e indireta, formas e critérios para implantação de um sistema de auditoria a ser realizado na folha de pagamento de pessoal da Prefeitura. Os procedimentos foram anunciados ontem e serão realizados pela Subsecretaria do Sistema de Controle Interno por meio do Departamento de Auditoria Interna (DAI). De acordo com o secretário de Administração e Recursos Humanos, Vítor Valverde, a proposta havia sido levada ao prefeito no início da atual administração e pretende apenas dar mais transparência e proporcionar segurança ao processo de pagamento dos salários. "Estamos apenas aumentando o rigor no trato da coisa pública."
Entre as atribuições do DAI listadas no decreto está a averiguação dos procedimentos operacionais relativos à composição e à emissão da folha de pagamento de pessoal. Havendo irregularidades, os auditores devem "alertar a autoridade competente acerca dos atos praticados em desconformidade com os princípios gerais que regem a matéria".
O secretário de Administração informou que não há qualquer denúncia sobre irregularidades na folha, bem como qualquer vínculo com a política de contenção de gastos adotada pela atual administração. Ele explicou, ainda, que nada muda em relação à forma de pagamento dos servidores, que permanece na mesma data, ou seja, no último dia útil do mês, e pelo Banco do Brasil.
No dia 12/02/2009, nos Atos do Governo, foram publicadas as portarias:
PORTARIA Nº 6639 - Determina o recadastramento dos servidores que recebem o adicional de penosidade e dá outras providências.

PORTARIA Nº 6640 - Determina a revisão dos laudos de concessão dos adicionais de insalubridade e periculosidade e dá outras providências.

quarta-feira, 4 de março de 2009

FAX SINDICAL 147

FAX SINDICAL 147. - Juiz de Fora, 04 de março de 2009.

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata de Minas Gerais.

SUS: Médicos pedem demissão em massa. Mais um caso.

Deu no Estadão, página: Pediatras pedem demissão de maternidade pública em Maceió - Estadao.com.br.
Infelizmente os sanitaristas que atuam nos corredores do Ministério da Saúde e periferias, ainda não se deram conta da importância de uma política séria e responsável de emprego e renda para médicos que atuam no SUS. Talvez motivados por uma visão preconceituosa, de que o doutor que atua no atendimento é um tipo ganancioso, que quer sempre mais dinheiro e não está disposto a exercer as funções para as quais é qualificado, experimento e habilitado. Isso tem gerado uma terrível distorção. Não podemos ver uma construção de um SUS melhor e nem um atendimento médico de qualidade para a maioria da população brasileira se não for desatado esse nó.

Abaixo transcrevemos a matéria do link acima. Mais uma que retrata pedidos de demissão de médicos do sistema público de saúde, em razão da falta de motivação decorrente de remuneração pífia e de condições de atendimento sofríveis. Mais um retrato do apagão da saúde no Brasil e mais um passo no sentido de aprofundar essa crise gravíssima. Temporão e seu Ministério, as autoridades que têm poder de decisão e o Governo, que têm a chave do cofre público, têm obrigação moral de responder por isso. A sociedade brasileira não sabe até quando durará o silêncio irresponsável desses mandatários e políticos que os sustentam diante de tamanho disparate. Leia a matéria e reflita.

terça-feira, 3 de março de 2009, 16:12 | Online

Pediatras pedem demissão de maternidade pública em Maceió

Demissão dos pediatras faz parte do processo de descredenciamento em massa dos médicos do SUS em Alagoas

Ricardo Rodrigues, especial para o Estado

MACEIÓ - Pelo menos dez médicos pediatras que trabalham na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal da Maternidade Escola Santa Mônica - principal unidade de atendimento às parturientes de risco no Estado de Alagoas - estão pedindo demissão. Segundo a médica Edilma de Albuquerque Lins, diretora do Sindicato dos Médicos de Alagoas, as demissões serão formalizadas nesta terça-feira, 3, à Universidade Estadual de Saúde Pública (Uncisal), responsável pala Maternidade Escola Santa Mônica, que funciona em Maceió e administrada pelo governo do Estado, mas atende mulheres grávidas da Capital e do interior, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A demissão dos pediatras faz parte do processo de descredenciamento em massa dos médicos do SUS em Alagoas. A decisão pelo descredenciamento total foi tomada na noite de segunda-feira, 2,, durante uma assembleia geral da categoria, realizada na sede do Sindicato, em Macei ó. De acordo com Edilma Lins, os demissionários irão cumprir os trinta dias de "aviso prévio", deixando as funções após o dia 2 de abril. "Tomamos essa medida para não prejudicar ainda mais a população e dar um tempo para os gestores encontrarem uma solução para esse problema", acrescentou.

Para Edilma Lins, que é médica da Maternidade Santa Mônica e ganha por mês R$ 2.400,00; caso o governo do Estado, em conjunto com o governo federal e municipal, não resolva o impasse, o descredenciamento dos médicos do SUS será geral. "Com isso, o Estado inteiro será atingido, já que em Alagoas 94% da população não tem plano de saúde e depende do serviço público de saúde". Segundo a sindicalista, a situação se agrava porque as negociações estão paralisadas, embora os médicos que atendem pelo SUS já estejam em processo de greve há mais de oito meses.

"Existe uma insatisfação geral dos profissionais de saúde que recebem pela tabela do SUS. Por isso os pedidos de demissão em massa estão ocorrendo, e as autoridades estão tentando resolver a questão de forma paliativa, pagando salários altos a alguns profissionais, contratados por fora do serviço público, em quanto os servidores do quadro continuam com baixos salários, completamente defasados", explicou Edilma Lins, que também é conselheira federal de saúde. "Caso não seja feito nada, Alagoas será o primeiro Estado do país a não contar com médicos credenciados ao SUS, com sérios prejuízos para a população".

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Aumentar salário é melhor do que ajudar mercado.

Jornais de domingo (1 de março) anunciaram que o Imposto de Renda aumentou em mais de 400 %, solapando renda, qualidade de vida e empregos de milhões de brasileiros produtivos (profissionais liberais e trabalhadores do setores de produção de bens e serviços, bem como no comércio). A sanha tributária faria corar Dona Maria, a Louca, com sua derrama de um quinto sobre pedras e metais preciosos retirados da colônia. O autor do artigo que transcrevemos abaixo ressalta que com juros exorbitantes, agravos tributários insuportáveis e gastos públicos injustificados o país está na contramão da atual crise mundial do capitalismo. O original do artigo está em Conjur - Aumentar a renda do trabalhador é melhor que injetar dinheiro no mercado e a transcrição pode ser lida abaixo:

Tempos de crise
Aumentar o salário é melhor do que ajudar mercado

Roberto Rodrigues de Morais

Manchete no primeiro domingo de março mostra a voracidade fiscal vigente no país, que se caracteriza pela alta carga tributária, gasto público inflado e a maior taxa de juros do mundo, na contramão da crise financeira mundial.

A transferência de renda do setor privado para o governo e o sistema financeiro, além de enfraquecer a economia, tem exigido um esforço de Hércules do setor produtivo e dos trabalhadores em geral, incluindo aqui os autônomos e os funcionários públicos.

Não há prestação dos serviços essenciais garantidos pela Constituição Federal de 1988 à sociedade (segurança, saúde, transportes, educação, etc…) em contrapartida aos altos custos do financiamento da máquina governamental.

Já enfatizamos anteriormente, em nossos textos, onde abordamos a necessidade de se corrigir a injustiça tributária contra os contribuintes, onde estatísticas de 1996 a 2008 mostram a evolução do PIB, salário mínimo e carga tributária do IRPF.

O congelamento da Tabela do IR-Fonte e IRPF, por seis anos no governo FHC e três anos no governo Lula trouxe arrocho fiscal sobre essa classe de contribuintes. Em 1996 quem ganhava 8,3 salários mínimos estava isento do IRRF e, em 2009, quem ganha 3,1 já está na faixa de tributação.

A análise dos números com dados do IBGE:

1) O limite de isenção foi reajustado de R$ 900, em 01/01/1996, para R$ 1.372,81, em 01/01/2008 — ou seja, em 52,53%, gerando a defasagem citada no título da matéria.

2) De 1996 A 2007 veja a evolução do PIB e da arrecadação, em valores e percentuais:

1996: PIB R$ 846,9 mi — arrec. tributária R$ 212,5 mi (25,47% do PIB)

2007: PIB R$ 2.558,8 mi — arrec. tributária R$ 923,2 mi (36,08% doPIB)

Portanto, o aumento real do mínimo não é desculpa uma vez que a comparação com o crescimento do PIB ou do percentual da carga tributária também nos leva ao mesmo resultado, ou seja, o limite de isenção teria que estar na faixa de R$4.000,00 para que o nível de tributação de 1996 estivesse presente em 2009.

Ad argumentadum, se houvesse uma desoneração total, por exemplo, dos contribuintes com ganhos mensais de até R$4 mil teríamos um ganho real nos salários que — certamente — incrementaria alguns setores da economia, gerando emprego e renda, e até desafogando algumas áreas do próprio governo.

Exemplificando, quem ganha R$ 4 mil, descontado a contribuição ao INSS, deixaria de ter um imposto na fonte a cada mês e, no final do ano seriam R$5,5 mil (mais do que um décimo quarto salário).

Existem algumas vantagens imediatas com o aumento na renda líquida do trabalhador:

1 — Teríamos um ganho real de salário, que muitas empresas não têm condições de conceder, em função da competição num mercado globalizado, e nem o próprio Governo para os funcionários públicos, por questões orçamentárias.

2 — O governo veria, por exemplo, esse ganho ir para quitação das prestações mensais que o cidadão (funcionário público ou trabalhador da iniciativa privada) se endividou para adquirir seu veículo e, por isto, evitar inadimplência dos financiamentos dos veículos adquiridos em planos longos (não repetiria no Brasil o que aconteceu com os financiamentos imobiliários nos EUA). Veja: As financeiras concederam financiamentos longos e com juros baixos; Os juros já subiram e as financeiras logo precisarão de um novo PROER, caso haja inadimplência dos tomadores de financiamento. Como está no momento, o dólar subiu e os preços já se alinharam ao novo patamar; os assalariados estão sendo penalizados (sem aumento nos vencimentos/salários) e, conseqüentemente, vai sobrar para os carnês das financeiras.

3 — Far-se-ia justiça com a classe assalariada, tão oprimida pelos impostos ao longo dos últimos anos e, principalmente, a dos servidores públicos, que ficaram vários anos com a mesma remuneração (governo FHC) e quando veio aumento (?) foi em percentual insignificante.

4) Fortalecimento do mercado interno, que deixará o Brasil mais inume as crises externas.

Em tempos de crise, melhorar a renda líquida dos trabalhadores é melhor do que injetar dinheiro no mercado financeiro, pois aumentará o poder de compra e evitará inadimplência.Tal desoneração se justifica uma vez que o IRPF não é o carro chefe da arrecadação federal.

A Reforma Tributária — na verdade um projeto pequeno e tímido demais se considerarmos que nosso Código Tributário é de 1.966, ainda da ditadura militar, e as mudanças ocorridas na Constituição de 1988, já estão quase alcançado maioridade, portanto carecendo de atualização, de uma verdadeira reforma.

Como a classe média está — há vários anos — vem sendo massacrada com os impostos, é mais do que oportuno iniciar uma grande mobilização nacional para ter uma verdadeira reforma tributária, começando pelo Imposto de Renda da Pessoa Física. O Congresso Nacional, que está em débito com a sociedade, precisa apressar a votação da reforma, incluindo no debate a correção da injustiça social cometida pelo fisco contra os contribuintes, para que possamos ter realmente um Brasil de Todos.

Com a palavra as centrais sindicais, os sindicatos dos servidores públicos, as associações dos profissionais liberais, especialmente a OAB, pois é preciso reduzir o Imposto de Renda da Pessoa Física.

Publicado em: on at 11:12 am Comentários (0)
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domingo, 1 de março de 2009

FAX SINDICAL 144

[FAX SINDICAL Nº.  146 *** 02 / 03 /2009. SindMed Juiz de Fora]-


DEMISSÃO VOLUNTÁRIA CRESCE ENTRE MÉDICOS.

A crise da saúde pública no Brasil manifesta-se dia após dia, enquanto tardam as providências do Governo Federal e do Ministério da Saúde, que detém as chaves dos cofres públicos e o poder de decisão sobre os assuntos mais graves da área. A falta de uma política de recursos humanos séria e responsável tem sido um dos mais poderosos fatores a conspirar contra a assistência médica pública no Brasil. O Fax Sindical contém uma ampla coleção de exemplos disso. Agora, no Rio Grande do Norte, o sistema público de saúde corre risco de desativação parcial de seus serviços, mesmo os essenciais, porque médicos mal remunerados estão pedindo demissão. A demissão voluntária está virando rotina nos serviços públicos de saúde. Vínculos precários, salários péssimos e condições de atendimento inadequadas são as principais causas.

Há até mesmo excrescências nessa área. Como é o caso da Prefeitura de Juiz de Fora. Ela tem praticado discriminação salarial contra os médicos, que percebem 25% a menos que os demais profissionais de nível superior. Uma situação lamentável que tarda a se resolver. A má remuneração tem provocado também muitas demissões voluntárias naquela cidade mineira.
Diário de Natal

Estado não segura mais seus médicos

O pedido de demissão voluntária está virando rotina entre os médicos da rede pública do Rio Grande do Norte. Depois que o atendimento por parte dos cadastrados pelas cooperativas foi reestabelecido com a renovação do convênio, a crise na saúde continuou. Numa clara demonstração de que o problema é ainda mais grave. Dessa vez, os médicos concursados estão abrindo mão de suas carreiras no serviço público estadual. O caso mais recente é do anestesiologista Alessandro Bessa, o modelo do funcionário público concursado e toda estabilidade e status que essa carreira proporcionava ruiu.

''Fiz esse concurso, passei, assumi e começei a trabalhar, porém não consigo encontrar ânimo para continuar. Não quero para o meu futuro o que vejo acontecer hoje com alguns colegas, há anos insatisfeitos com a situação, continuam dia após dia na esperança que as coisas melhorem, apostando na boa vontade de quem governa'', riticou.

O ''movimento silencioso'' tocado por alguns médicos está despertando a atenção de Geraldo Ferreira, presidente do Sindicato dos Médicos e ex-presidente da Associação Médica do RN. Para ele os profissionais não podem simplesmente dar as costas para o serviço público.

Segundo Geraldo Ferreira, atitudes como a do anestesiologista materializam um sentimento de desilusão dos médicos com o serviço público muito comum e mais acentuado entre os ortopedistas e anestesiologistas. No calor da discussão da renovação dos contratos com as cooperativas médicas a Secretaria Estadual de Saúde passou a contratar médicos concursados com a promessa de pagar já no final do mês após o início dos trabalhos. Geraldo Ferreira considera essa ato uma ''fanfarrice''.

E completa: ''Não me admira muito. O governo do estado tem descumprido costumeiramente os acordos feitos.Todos sabem que há um procedimento legal e burocrático e eles não passariam por cima disso para pagar esses profissionaais'', disse.

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Publicado em: on 1 -Março- 2009 at 4:43 pm Comentários (0)
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