domingo, 1 de março de 2009

FAX SINDICAL 144

[FAX SINDICAL Nº.  146 *** 02 / 03 /2009. SindMed Juiz de Fora]-


DEMISSÃO VOLUNTÁRIA CRESCE ENTRE MÉDICOS.

A crise da saúde pública no Brasil manifesta-se dia após dia, enquanto tardam as providências do Governo Federal e do Ministério da Saúde, que detém as chaves dos cofres públicos e o poder de decisão sobre os assuntos mais graves da área. A falta de uma política de recursos humanos séria e responsável tem sido um dos mais poderosos fatores a conspirar contra a assistência médica pública no Brasil. O Fax Sindical contém uma ampla coleção de exemplos disso. Agora, no Rio Grande do Norte, o sistema público de saúde corre risco de desativação parcial de seus serviços, mesmo os essenciais, porque médicos mal remunerados estão pedindo demissão. A demissão voluntária está virando rotina nos serviços públicos de saúde. Vínculos precários, salários péssimos e condições de atendimento inadequadas são as principais causas.

Há até mesmo excrescências nessa área. Como é o caso da Prefeitura de Juiz de Fora. Ela tem praticado discriminação salarial contra os médicos, que percebem 25% a menos que os demais profissionais de nível superior. Uma situação lamentável que tarda a se resolver. A má remuneração tem provocado também muitas demissões voluntárias naquela cidade mineira.
Diário de Natal

Estado não segura mais seus médicos

O pedido de demissão voluntária está virando rotina entre os médicos da rede pública do Rio Grande do Norte. Depois que o atendimento por parte dos cadastrados pelas cooperativas foi reestabelecido com a renovação do convênio, a crise na saúde continuou. Numa clara demonstração de que o problema é ainda mais grave. Dessa vez, os médicos concursados estão abrindo mão de suas carreiras no serviço público estadual. O caso mais recente é do anestesiologista Alessandro Bessa, o modelo do funcionário público concursado e toda estabilidade e status que essa carreira proporcionava ruiu.

''Fiz esse concurso, passei, assumi e começei a trabalhar, porém não consigo encontrar ânimo para continuar. Não quero para o meu futuro o que vejo acontecer hoje com alguns colegas, há anos insatisfeitos com a situação, continuam dia após dia na esperança que as coisas melhorem, apostando na boa vontade de quem governa'', riticou.

O ''movimento silencioso'' tocado por alguns médicos está despertando a atenção de Geraldo Ferreira, presidente do Sindicato dos Médicos e ex-presidente da Associação Médica do RN. Para ele os profissionais não podem simplesmente dar as costas para o serviço público.

Segundo Geraldo Ferreira, atitudes como a do anestesiologista materializam um sentimento de desilusão dos médicos com o serviço público muito comum e mais acentuado entre os ortopedistas e anestesiologistas. No calor da discussão da renovação dos contratos com as cooperativas médicas a Secretaria Estadual de Saúde passou a contratar médicos concursados com a promessa de pagar já no final do mês após o início dos trabalhos. Geraldo Ferreira considera essa ato uma ''fanfarrice''.

E completa: ''Não me admira muito. O governo do estado tem descumprido costumeiramente os acordos feitos.Todos sabem que há um procedimento legal e burocrático e eles não passariam por cima disso para pagar esses profissionaais'', disse.

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Publicado em: on 1 -Março- 2009 at 4:43 pm Comentários (0)
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