segunda-feira, 21 de julho de 2014

Médicos de Juiz de Fora terão assembleia no próximo 29 de julho #CRISEnoSUS

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***** FAX SINDICAL  22 / 07 / 2 0 1 4 *****
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***** .'. Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata .'. *****
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*** Unido na luta em defesa do trabalho decente e do reconhecimento do mérito, para uma saúde de qualidade para todos os brasileiros ***
Juiz de Fora, 22 de julho de 2014

“Na sua luta por trabalho decente, a classe médica defende um sistema de saúde bem estruturado, que possa acolher bem os médicos que nele trabalham e as pessoas que demandam pelos serviços que os médicos prestam à comunidade. Não se pode pensar um sistema de saúde digno quando o governo usar como tática a exclusão dos médicos. As associações e sindicatos que representam a classe médica, cada qual em sua esfera de atuação, são parte da nossa sociedade civil. Nenhum governo pode descartá-las em um regime democrático.”

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ATENÇÃO MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA E TERCEIRIZADOS DAS UPAS
ASSEMBLEIA GERAL DOS MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA
PAUTA:
1- DISSÍDIO COLETIVO DOS MÉDICOS DA REDE PRIVADA (QUE INCLUI O PESSOAL QUE ATUA NAS UPAS)
2- CARGO, CARREIRA, SALÁRIO E TRABALHO DECENTE - AGENDA DO PCCS COM A PREFEITURA DE JUIZ DE FORA.
HORÁRIO:
19:30 HS. (DEZENOVE HORAS E TRINTA MINUTOS)
LOCAL - SOCIEDADE DE MEDICINA E CIRURGIA DE JUIZ DE FORA - RUA BRAZ BERNARDINO, 59 - CENTRO - JUIZ DE FORA
DATA: 29 DE JULHO DE 2014 ( PRÓXIMA TERÇA-FEIRA)
A MOBILIZAÇÃO É IMPORTANTE. O SINDICATO SÓ É FORTE COM A SUA PARTICIPAÇÃO! NOSSA UNIÃO É NOSSA FORÇA! COMPAREÇA E DIVULGUE.
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AGORA É DEFINITIVO

FENAM E AMB FIRMAM POSIÇÃO POLÍTICA CLARA DE OPOSIÇÃO AO ATUAL GOVERNO

Entidades médicas fecham posição política. Diante da intransigência do governo que não negocia e de sua disposição  em alijar a classe médica das discussões sobre a saúde e o trabalho médico, não há meio termo. Não se constroi um sistema de saúde eficiente sem trabalho decente. Essa lição o Ministério da Saúde não aprendeu.


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Política


FENAM e AMB marcharão juntas em apoio às candidaturas de oposição ao governo federal

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Foto: Valéria Amaral

21/07/2014

Depois de encontros na semana passada, em Brasília, os presidentes da Federação Nacional dos Médicos (FENAM) e da Associação Médica Brasileira (AMB) deixaram clara sua posição no processo político de 2014. As entidades marcharão juntas em apoio às candidaturas de oposição ao governo federal, uma resposta às agressões sofridas pela categoria médica ao longo do atual mandato. A intenção é prestigiar os parlamentares envolvidos com as causas do movimento médico e, principalmente, aqueles que estão atentos em atender às expectativas do povo brasileiro no que diz respeito à saúde.
“Nunca fomos tão massacrados e há uma unanimidade de que precisamos mudar o comando. Quem está no poder já mostrou que não nos respeita e vamos trabalhar para transformar essa realidade”, disse o presidente da AMB, Florentino Cardoso. Ele relatou que está sendo elaborado um documento que será entregue aos candidatos no sentido de mostrar os rumos que a saúde do país deve tomar, baseado em todo o trabalho desenvolvido pelas entidades médicas.
E no âmbito de novas ações desenvolvidas, a AMB lançou o Portal Caixa Preta da Saúde, no qual o objetivo é mostrar como o sistema de saúde pública brasileiro é caótico. No espaço, são realizadas inúmeras denúncias pela própria população. Em dois meses, foram registradas 2.422 reclamações, aproximadamente uma média de 45 por dia.
“Queremos estimular as pessoas a denunciar o que ocorre quando buscam qualquer tipo de assistência no setor. Tem sido um sucesso absoluto, pois recebemos ligações de gestores que encontram o seu nome no site. Nós tiramos do site, caso eles resolvam a demanda da população”, explicou Florentino Cardoso. As denúncias do portal foram compiladas e entregues ao Ministério Público Federal.
Geraldo Ferreira, presidente da FENAM, completou ainda dizendo que os médicos precisam entender e se mobilizar para eleger, em 2014, representantes que defendam as bandeiras do movimento médico. “Nós, médicos, temos que ter voz no parlamento. Essa ação é uma resposta e uma continuidade do que foi definido no Congresso Extraordinário Charles Damian. As entidades médicas não podem se calar diante das aberrações políticas praticadas pelo atual governo federal. Temos que eleger representantes legítimos que estejam comprometidos com as bandeiras de luta da FENAM”, destacou.

Fonte: Fernanda Lisboa com edição de Valéria Amaral

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#CRISEnoSUS

TRABALHO MÉDICO PRECÁRIO NO SUS

Um projeto construído em cima do trabalho precário, as UPAs terceirizadas em sua grande maioria enfrentam problemas como alta rotatividade de mão-de-obra e falta de profissionais. Esse problema se repete por todo o país.

Leia aqui sobre o caso de Bauru - SP

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18/07/2014 19h33 - Atualizado em 18/07/2014 19h33

Escala do plantão não fecha e UPAs podem ficar sem médicos em Bauru

Secretário de Saúde acredita que 80% dos médicos devem trabalhar.

Esquema com ambulâncias vai auxiliar na transferência de pacientes.

Do G1 Bauru e Marília
UPA do Bela VIsta foi a única a atender pacientes (Foto: Reprodução / TV TEM)Atendimento nas UPAs é prejudicado pela falta de profissionais (Foto: Reprodução / TV TEM)
Mais uma vez, deve médicos nas Unidades de Pronto-Atendimento de Bauru (SP) neste final de semana. A Secretaria de Saúde, não conseguiu fechar a escala de plantão, mas espera contar com 80% dos profissionais. A dúvida é saber se os médicos realmente irão cumprir a escala de plantão e evitar que o caos se instale novamente nas UPAs, como ocorreu no último fim de semana.
Diante da incerteza, a prefeitura anuncia que irá usar mais uma vez as ambulâncias do Samu para transportar os pacientes das UPAs para o Pronto-Socorro. Um esquema emergencial que afeta também o trabalho do Samu. A Rede Municipal de Saúde conta com cerca de 200 médicos. Seriam necessários pelo menos mais 70 profissionais para completar o quadro e evitar problema no atendimento.
saiba mais
O secretário Fernando Monti diz que neste fim de semana, não deve ocorrer o caos registrado no sábado e domingo passados. Para ele, 80% do dos médicos escalados vão trabalhar. Só não sabe em quais unidades de saúde.
“Vai haver ambulâncias nesses locais para se chegar um caso grave fazer a transferência o mais rápido possível para uma unidade que estiver funcionando e nós vamos trabalhar com muita transparência, avisando os pacientes com antecedência das unidades que estão funcionando para que elas se encaminham até lá”, explica.
Mas, mesmo fora do plantão de final de semana, os problemas no atendimento são constantes. A atendente Bruna dos Santos Reis desistiu de esperar por atendimento na UPA do Jardim Bela Vista nesta sexta-feira (18). Ela chegou à unidade por volta das 11 horas sentindo dores nas costas e com ânsia de vômito. Até às 14 horas, ela não tinha sido atendida. “Eu vou procurar outro hospital, nem que seja pago, porque para ser atendido aqui a pessoa tem que morrer”, reclama.
O aposentado Luís Sérgio Domingos é cadeirante. Ele mora no Parque Roosevelt e quando precisa de atendimento também vem à UPA do Bela Vista. Ele sabe que nem sempre há médicos disponíveis na rede pública de saúde. “Minha esposa veio aqui ontem e não tinha médico. É muito complicado”, conta.
No fim de semana, UPA teve que ser fechada por falta de médicos (Foto: Reprodução/TV TEM)UPAs tem fechado aos finais de semanas por falta
de médicos (Foto: Reprodução/TV TEM)
No último fim de semana, várias unidades de saúde ficaram sem atendimento médico. Uma mensagem na porta era tudo o que usuário encontrava nas UPAs. Não é de hoje que o atendimento na rede municipal de saúde de Bauru tem deixado a desejar. E mais uma vez, a crise volta a rondar a administração municipal.
Pesquisa
Para buscar uma solução para o problema, começou nesta sexta-feira um trabalho de pesquisa de opinião com os médicos da rede municipal. O secretário de saúde de Bauru, explica que os próprios funcionários estão disponibilizando os formulários aos médicos. A pesquisa conta com três perguntas aos profissionais.
“Se realmente está confirmado o compromisso que eles tinha se realmente confirmada a redução de jornada e não haver redução de atendimento na rede básica, se há intenção dos que estão na rede de atendimento básico em dar plantões e diretamente para os profissionais envolvidos na área de emergência se eles estão dispostos por algum tempo, até que tudo seja regularizado em dar os plantões ”, ressalta o secretário de Saúde.

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CONVOCATÓRIA ASSEMBLEIA SINDPÚBLICOS MG

CONVOCATÓRIA ASSEMBLEIA  

Convocamos todos os servidores da base do SINDPÚBLICOS-MG para:
ASSEMBLEIA GERAL

A ser realizada no dia 02 de agosto - sábado, às 9:00 (nove horas), no Hotel Bristol, no 341 – Centro, Belo Horizonte.

PAUTA:
1.    Data base outubro 2014
2.    Mobilização

Os filiados do interior terão as passagens, hospedagem e alimentação custeadas pelo Sindicato.

Fineza entrar em contato com BETO para confirmar a presença, através do e-mail: sindpmg.bh@terra.com.br ou do telefone: (31)2121.8100.

Precisamos nos mobilizar para obtermos êxito em nossas reivindicações!

A UNIÃO FAZ A FORÇA!


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POLÍTICA E SAÚDE

REVOLTA ENTRE MÉDICOS E FAMILIARES DE PACIENTES

O prefeito Fernando Haddad  ( P T ), conhecido por ter criado o bolsa “crack”, assina portaria que restringe, na cidade de São Paulo, a prescrição de Ritalina. A portaria tem merecido críticas de pais de pacientes, médicos, no meio acadêmico e entre especialistas na área. Os desacertos do prefeito se acumulam e fazem ele ter o mais elevado índice de rejeição entre os prefeitos de capitais e grandes cidades no Brasil.

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Médicos e pais se revoltam com restrição ao uso de ritalina por crianças em São Paulo



Portaria da Prefeitura de SP exige avaliação de equipe multidisciplinar antes de prescrição
Fabiana Grillo, do R7
Transtorno de atenção atinge 5% da população infantil Thinkstock

A restrição ao uso de ritalina (nome comercial do metilfenidato) para tratar TDAH (Déficit de Atenção e Hiperatividade) em crianças na rede pública de São Paulo fomentou uma grande discussão entre a classe médica. A portaria 986/2014 publicada em junho pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo exige uma avaliação mais ampla do caso de pacientes antes de se optar pelo tratamento medicamentoso.

A ritalina é usada para aumentar a atenção, concentração e foco dos portadores da doença que têm dificuldades para iniciar tarefas, problemas com organização, planejamento ou mesmo memória a curto prazo.  

Segundo a norma, "o tratamento medicamentoso deve ser considerado somente depois do levantamento detalhado da história da criança ou jovem e avaliação por equipe multidisciplinar em Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) Infantil ou serviços com vínculo com o SUS, combinado com intervenções terapêuticas de natureza psicossocial e de educação”.

Para os especialistas ouvidos pelo R7, a medida é considerada injusta e prejudica a população mais carente. O presidente da ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), Antônio Geraldo da Silva, critica a necessidade de submeter o paciente a uma equipe multidisciplinar, invalidando a decisão médica.
— Isso é um patrulhamento do nosso trabalho. É censura à prescrição e um processo ideológico. Se há excesso no uso de ritalina não é problema médico, mas policial e de vigilância sanitária.

Como profissional e mãe de uma jovem com o transtorno de atenção, a psicóloga e psicoterapeuta Iane Kestelman, presidente da ABDA (Associação Brasileira de Déficit de Atenção), concorda que a prescrição deve ser médica, mas o tratamento multidisciplinar.
— O diagnóstico e a prescrição do medicamento cabem ao médico. É incompreensível que ele perca essa autonomia. É verdade que o tratamento deve envolver profissionais de outras áreas, mas a maioria desconhece TDAH e não há nenhuma iniciativa para sua capacitação.
A psiquiatra Ivete Gattás, especialista em psicoterapia infantil pelo Grupo de Estudos de Psiquiatria, Psicologia e Psicoterapia da Infância da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), também é contrária à portaria e a considera “total retrocesso”.
— A medida vai dificultar o acesso de quem já está sendo tratado e se beneficia com a medicação. Além disso, vale ressaltar que a ritalina é a primeira alternativa medicamentosa reconhecida mundialmente para tratar TDAH.
A presidente da ABDA lembra que a falta de tratamento pode desencadear consequências psicológicas graves, como “baixa autoestima, depressão, abuso de drogas, exclusão social e ansiedade”.
— Estamos abandonados pelo poder público. Penalizar as pessoas com TDAH é um absurdo, já que elas não são amparadas por nenhuma política pública.
Embora o transtorno de atenção esteja presente em 5% da população infantil, a psiquiatra da Unifesp avisa que a maioria dos casos não é diagnosticado e poucos são tratados.
— Não há exame para detectar TDAH, por isso é o diagnóstico difícil se baseia em avaliação clínica. Os profissionais precisam ser bem orientados e capacitados para lidar com esses pacientes e não é o que acontece.
O outro lado
Para José Ruben de Alcântara Bonfim, um dos redatores da medida e médico da assistência farmacêutica da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, a portaria não é restritiva, pelo contrário, “melhora uma regulamentação adotada anteriormente, em 2007”.
— Em sete anos, muita água rolou. Há muitas discussões sobre TDAH, principalmente se é uma doença. Em primeiro lugar está a segurança do paciente. Qualquer remédio só deve ser indicado quando os benefícios ultrapassam os riscos.
Bonfim acrescenta que “para elaborar o novo texto foram consultadas bibliografias consistentes, que inclusive mostram que a medicação causa dependência química”.
— Nada saiu de forma espontânea de algumas cabeças. Além disso, vale lembrar que os melhores serviços de assistência terapêutica do mundo aplicam critérios cada vez mais rigorosos para diagnosticar o transtorno. Os médicos não podem achar que têm poder exclusivo de diagnóstico.
Na opinião de Bonfim, a decisão de prescrever o medicamento deve ser compartilhada por uma equipe de saúde mental composta por neurologista, psiquiatra, psicólogo, fonoaudiólogo, entre outros.
O presidente da ABP rebate a afirmação e ressalta que “a própria prefeitura não tem equipe multidisciplinar suficiente para atender toda a população”. Além disso, Ivete garante que a medicação não traz riscos à saúde do paciente.
— Quadros psicóticos e dependência são efeitos colaterais raríssimos. Em longo prazo, a criança pode apresentar alteração do crescimento. Já em curto prazo, alguns desconfortos provenientes da medicação, como dor de cabeça, diminuição do apetite e prejuízo do sono, melhoram ao longo do tempo de uso.
Sobre a medida poder contribuir para a redução de gastos da Prefeitura com a medicação, Bonfim garante que a afirmação não tem o menor sentido.
— Um comprimido de metilfenidato custa R$ 0,70, há remédios muito mais caros. A compra do remédio é feita pela própria prefeitura e não pelos governos do estado ou federal.
Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que “a medida não é destinada a diminuir custos com a compra do medicamento, mas sim, seguir o fundamento científico da prescrição  “.
Ainda segundo o órgão, “são distribuídos anualmente 700 mil unidades do comprimido e não há falta do medicamento nas farmácias de referência da rede municipal da saúde”.

TDAH: um difícil diagnóstico
Ao lado da conhecida dislexia (dificuldade na leitura e escrita), o TDAH é um dos principais transtornos ligados à aprendizagem. A doença é baseada em três itens principais: desatenção, hiperatividade e impulsividade, e costuma ser mais evidente em meninos do que meninas.

Diferentemente de muitas doenças neurológicas, o TDAH conta apenas com um questionário de 18 perguntas recomendado pela Associação Americana de Psiquiatria para ser diagnosticado. Para saber se a criança tem TDAH é preciso que os pais fiquem atentos aos seguintes pontos: se seu filho está atrapalhando a aula, se vai mal na escola, se sempre desafia ou enfrenta mais velhos e autoridades, se é uma criança difícil de lidar.

Nos adultos, pode haver dificuldade de concentração em palestras, aulas ou leitura, desatenção, relutância em iniciar tarefas que exigem longo esforço mental, problemas com organização, planejamento ou mesmo memória a curto prazo (marcada pela perda ou esquecimento de objetos, nomes, prazos, datas). Além disso, pode vir associado a outras doenças como depressão, transtorno de ansiedade ou distúrbio alimentar.  

Uma vez confirmada a existência da doença, no entanto, é importante recorrer a um tratamento multidisciplinar, assessorado por médicos, psicoterapia, orientação aos pais e professores. Quando há necessidade do uso de medicamento — em geral a ritalina —, este deve ser prescrito com bastante critério.  

Quando mal administrado, o remédio pode causar alucinação, depressão, convulsão, insônia, confusão mental, levar à perda de peso e atrapalhar o crescimento. A própria bula do remédio indica que ele não deve ser utilizado em crianças menores de seis anos.
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Sociedades médicas também já se manifestaram contra mais esse devaneio do prefeito petista de São Paulo
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Entidades médicas são contra restrição a remédio para crianças hiperativas

Folhapress

A AMB (Associação Médica Brasileira) e outras oito entidades de psiquiatria e neurologia divulgaram nesta quinta (17) manifestos contrários à decisão da Prefeitura de São Paulo de restringir a oferta na rede pública de saúde o remédio indicado para crianças e adolescentes hiperativos ou com deficit de atenção. Conforme revelou a Folha de S.Paulo na terça (15), a norma disciplina a prescrição do medicamento metilfenidato, mais conhecido pelas marcas Ritalina e Concerta, e tenta evitar seu uso desnecessário.
O consumo abusivo do é alvo de um debate mundial. Antes, bastava o médico avaliar o jovem e prescrever a medicação. Agora, uma equipe multidisciplinar da secretaria (formada por médicos e não médicos) deverá avaliar a criança, e preencher formulário com dados sobre sua saúde física e psicossocial, situação escolar e familiar, entre outros.
Para Miguel Jorge, diretor da AMB e professor de psiquiatria da Unifesp, na portaria da prefeitura, não há dados criteriosos que demonstrem haver prescrição incorreta do metilfenidato (Ritalina e Concerta) ou que haja excesso de diagnóstico do TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade). Ele também diz que a determinação da prefeitura de criar uma equipe multidisciplinar, composta por outros profissionais não-médicos, contraria a legislação brasileira, uma vez que a prescrição de medicamentos é ato exclusivo de médicos, dentistas ou veterinários. Segundo o médico José Ruben de Alcântara Bonfim, da assistência farmacêutica da Secretaria da Saúde da gestão Fernando Haddad (PT), a portaria tem fundamento científico e visa a segurança do paciente.

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