quarta-feira, 29 de junho de 2011

Fax Sindical 910

FAX SINDICAL 910

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DATA: 29 DE JUNHO DE 2011
DE: SINDICATO DOS MÉDICOS DE JUIZ DE FORA E ZONA DA MATA MG

Assunto: Prefeito de Juiz de Fora não recebe Sindicato dos Médicos, crise no SUS continua e Sindicato representa contra promotor público estadual e luta, na Justiça, até a última instância, pela legalidade da greve

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Assembléia do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora com médicos municipais e municipalizados da Prefeitura de Juiz de Fora.


ATENÇÃO! DIVULGUE, MOBILIZE E COMPAREÇA! DEFENDA SEUS INTERESSES E OS DE SUA CLASSE. PARTICIPE!

PRÓXIMA ASSEMBLÉIA:
Será no dia 05 de julho de 2011, terça-feira, na Sociedade de Medicina e Cirurgia. Dezenove horas e trinta minutos. O endereço é Braz Bernardino,59, bem no centro de Juiz de Fora.


NA ASSEMBLÉIA do dia 29 de julho, os médicos da Prefeitura discutiram ações para dar continuidade ao movimento. Foi. Decidida uma concentração de médicos da Prefeitura no dia 06 de julho, no Ritz Hotel, a partir de dezenove horas, quando haverá a abertura da Conferência Municipal de Saúde. O Custódio também vai estar lá. Uma mala direta será despachada para os médicos com carta pedindo apoio à continuidade e reforço do movimento. Também, na próxima assembléia, que será 5 de julho às 19 e 30 na Sociedade de Medicina, será marcada uma concentração diante da Prefeitura para pedir audiência ao Prefeito Custódio de Matos.




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MÉDICOS MUNICIPAIS E MUNICIPALIZADOS MANTÉM MOBILIZAÇÃO E AÇÕES EM DEFESA DE SUA DIGNIDADE PROFISSIONAL, DA SAÚDE PÚBLICA E DO TRABALHO DECENTE


SEM ACORDO NÃO HÁ BIOMETRIA!

Os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora continuam a boicotar a biometria porque não existe acordo quanto à pauta de reivindicações. Ilegal a greve, o protesto continua dessa forma. Apesar da greve, dos péssimos salários, da crise na saúde pública, das condições deterioradas para atendimento ao público e tudo o mais de ruim, o Prefeito até hoje não recebeu o Sindicato dos Médicos. Alguém pode explicar isso?

Continua a luta dos médicos da Prefeitura de Juiz de Fora por trabalho decente e dignidade profissional. O salário de mil e trezentos reais, ainda que possa ser acrescido de algumas gratificações-gorjeta (porque o Prefeito Custódio não quer estruturar carreira para os médicos municipais) para os serviços de urgência, é indigno para remunerar mão de obra altamente qualificada. Lembramos que esse salário é destinado a profissionais que passaram por vestibular disputado e concluíram 6 anos de graduação e, pelo menos três de pós-graduação.
Isso não vale nada aos olhos dos que mandam na Prefeitura de Juiz de Fora. Há até declarações do Prefeito, seus secretários e vereadores que os apoiam reconhecendo publicamente a insuficiência dessa remuneração. Mas, na prática, o que se vê é a inércia, a falta de vontade política para melhorar essa condição injusta. E as condições de trabalho? Profundamente deterioradas. E nada se vê de medidas efetivas. Apenas vagas promessas e vendas de terreno a preços abaixo do mercado e até sem licitação sob o frágil pretexto de melhorar a saúde. Sem contar que, em Juiz de Fora, não existe lei que proteja o trabalhador do setor público contra o assédio moral.

O Ministério Público estadual pediu e conseguiu no Tribunal de Justiça de Minas Gerais a ilegalidade da greve dos médicos de Juiz de Fora. A sentença do desembargador Kildare é, no mínimo curiosa. O argumento do Promotor Rodrigo F. de Barros tem como base uma única visita que ele fez ao HPS no dia 13 de maio. Coincidentemente o dia que marca o fim da escravidão no Brasil.

Mas o ilustre bacharel não percebeu que a unidade está com a escala de plantão seriamente desfalcada e que a Prefeitura não realiza concursos públicos para suprir atividade tão essencial. O digno representante do Ministério Público também parece que não respeitou o sigilo profissional, que, salvo melhor juízo, a lei protege. Lançou olhares indevidos sobre prontuários médicos sem estar munido de mandato judicial competente. O furor punitivo e o excesso de poderes fizeram sombra sobre o bom senso e o Direito. O desembargador Kildare também não deve saber que, apesar de sucessivos pedidos formais, o Prefeito Custódio de Matos sempre se recusou a receber o Sindicato dos Médicos. Isso não se deu apenas durante a greve deste ano, mas desde 2009! Como se chama isso? Má vontade? Má fé? Opressão?

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Juiz de Fora: Custódio de Matos continua leiloando terrenos municipais a preços abaixo do mercado.

Indiciado pela Polícia Federal por compra de votos durante a sua eleição, o Prefeito Custódio de Matos já foi questionado pelo Ministério Público por vender um enorme terreno na Zona Norte por preço duvidoso e sem licitação. Custódio de Matos parece não gostar nem de licitação e nem de concurso público. Além disso, pairam dúvidas quanto ao contrato da Remocenter e na ação que corre na Justiça contra a terceirização das UPAs. A isso tudo vem se somar mais esse escândalo. Custódio de Matos, que se recusou a receber os médicos para negociações sobre a crise na saúde, continua isolado em seu bunker, governando como se fosse rei, acima da lei.

Leia a matéria da Tribuna de Minas em:

http://www.tribunademinas.com.br/politica/camara-vai-pedir-adiamento-de-leil-o-de-terrenos-da-pjf-1.490752

27 de Junho de 2011 - 23:42


Câmara vai pedir adiamento de leilão de terrenos da PJF


Por Tribuna de Minas


A Prefeitura marcou para esta manhã o leilão de dez terrenos do município que serão vendidos para angariar recursos para saúde e educação. A Mesa Diretora e a Comissão de Urbanismo da Câmara, no entanto, vão enviar no raiar das luzes um ofício, em caráter de urgência, solicitando ao Executivo adiamento do leilão. A medida de última hora foi aprovada ontem depois de o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) enviar laudo à Câmara e ao Ministério Público afirmando que o imóvel localizado na Independência, no Cascatinha, estimado em R$ 1,6 milhão, foi avaliado 168% abaixo do valor de mercado. O Creci encaminhou a análise ao Governo, pedindo a retirada do lote do leilão. A assessoria da PJF informou que "as avaliações foram feitas por um engenheiro avaliador da Prefeitura, seguindo as normas da ABNT" e que "os imóveis e seus valores são de conhecimento do Creci", que teria aprovado o valor dos mesmos, dizendo que estavam dentro do valor de mercado.

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