terça-feira, 24 de novembro de 2009

JUIZ DE FORA: DETERIORAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE ATENDIMENTO PREOCUPAM MÉDICOS.g

TELEGRAMA SINDICAL 193

Ano IV – Número 193 – Juiz de Fora, 24 de novembro de 2009.

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata.

 

ATENÇÃO! AVISOS SINDICAIS – FOI PUBLICADO NOS ATOS DO GOVERNO DE HOJE (24 DE NOVEMBRO) A NOMEAÇÃO OFICIAL DA COMISSÃO QUE VAI TRATAR DA CONSTRUÇÃO DE UM PCCS PARA OS MÉDICOS MUNICIPAIS. A COMISSÃO TEM 60 DIAS (ATÉ 23 DE JANEIRO) PARA CONCLUIR SEUS TRABALHOS.

 

IMPORTANTE! DIVULGUE! – NO DIA 26 DE NOVEMBRO PRÓXIMO (QUINTA-FEIRA) A PARTIR DE 19 HORAS E TRINTA MINUTOS, NA SOCIEDADE DE MEDICINA E CIRURGIA, ASSEMBLÉIA DOS MÉDICOS DO PSF. EM PAUTA:

1-EXTINÇÃO DA AMAC E GARANTIA PARA OS MÉDICOS DO PSF.

2-AÇÃO NA JUSTIÇA CONTRA A PREFEITURA PARA PAGAMENTO DOS DIAS CORTADOS EM REPRESÁLIA À GREVE DOS MÉDICOS.

 

Dia 25 de novembro, às 11 horas, reúnem-se na Sociedade de Medicina e Cirurgia representantes do Sindicato dos Médicos, da Sociedade de Medicina e do CRM MG. Em pauta, as difíceis relações de trabalho entre a classe médica e a Prefeitura. A extinção da isenção de IPTU está causando grande tensão entre os funcionários públicos. Além de não ter qualquer correção em seus salários, eles estariam planejando cortar a isenção, que é uma forma de salário indireto. Com isso, os salários dos médicos da Prefeitura que atendem pelo SUS se tornariam ainda mais desestimulantes e vergonhosos.

 

Dia 26 de novembro, às 11 horas, reúne-se o Fórum Sindical, formado pelos sindicatos que representam os trabalhadores da Prefeitura para discutir as crescentes dificuldades nas relações trabalhistas entre os sindicatos que representam os trabalhadores públicos municipais e a administração do tucano Custódio de Matos. A má vontade e indisposição dos governos tucanos para com o funcionalismo público não é nenhum segredo.

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CONDIÇÕES DE ATENDIMENTO MÉDICO À POPULAÇÃO DE JUIZ DE FORA PREOCUPAM SINDICATOS E COMUNIDADE.

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Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora não separa o interesse classista do interesse público. Ambos coincidem para reivindicar serviços de saúde públicos de qualidade e dignos.

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Reunião do Sindicato com Secretária de Saúde foi agendada para o dia 30 de novembro.

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A Diretoria do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora está tentando agendar reunião com a Secretaria Municipal de Saúde da Administração Custódio de Matos, Maria Rute dos Santos. O objetivo é a discussão sobre as condições gerais de atendimento médico no SUS de Juiz de Fora e a formação da Comissão que irá tratar desse assunto, já acertada entre Sindicato e Prefeitura. Essa comissão contará também com a participação do Conselho Municipal de Saúde. A situação geral das condições de atendimento médico à população de Juiz de Fora não é das mais favoráveis, faltam médicos, medicamentos, insumos e muitos locais de trabalho não são compatíveis com um atendimento de qualidade à população de Juiz de Fora, colocando em risco usuários e médicos. A situação é sensivelmente agravada pelo fato dos salários dos médicos da Prefeitura serem pouco atrativos, de não haver um plano de carreira decente e nem respeito à carga horária especial reduzida dos profissionais, definida em Lei e reconhecida em todo território nacional, nos setores público e privado. A Prefeitura de Juiz de Fora pune os seus médicos por essa conquista histórica da classe, infringindo-lhes uma perda salarial de 25 %, quando comparados às outras carreiras de nível superior. Essa condição prejudica o atendimento e torna os médicos desmotivados e desinteressados pelo trabalho no serviço público municipal. O futuro dos cargos, carreiras e remuneração dos médicos deverá, obrigatoriamente, constar de qualquer pauta de reunião com a administração municipal ou com autoridades, tendo em vista a gravidade da situação atual.

 

Também o futuro do PSF deverá ser discutido, já que circulam intensos boatos sobre um iminente cancelamento do contrato entre Prefeitura de Juiz de Fora e AMAC, previsto para 31 de dezembro. Se isso for verdade, o programa/estratégia de saúde da família seria colocado em risco, o que significa, na prática, a falência do funcionamento das unidades básicas de saúde da cidade de Juiz de Fora. A Prefeitura não desmentiu oficialmente. Falta transparência, o que dá margem a esse tipo de boato, que pode ser alarmismo ou um reflexo das vontades do poder.

 

 

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