quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Telegrama Sindical 184

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-.- TELEGRAMA SINDICAL N°.184-.-
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Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora
21 de outubro de 2009.
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JUIZ DE FORA - COMISSÕES CONTINUAM TRABALHANDO PARA CONSTRUIR MELHORES
CONDIÇÕES DE TRABALHO PARA OS MÉDICOS NO SUS.

Realizou-se a reunião preliminar entre os representantes do Sindicato
dos Médicos e o Secretário de Administração e Recursos Humanos da
Prefeitura para o início dos trabalhos da Comissão que irá tratar da
construção de um PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários) para
todos os médicos da Prefeitura.

Além dos representantes indicados em Assembléia pela representação
classista para compor essa comissão, estiveram presentes também alguns
representantes da comissão que vai tratar da carreira de urgência e
emergência.

O Secretário Geral do Sindicato dos Médicos, Dr. Geraldo Sette, deixou
clara ao Sr. Secretário de Administração os pontos fundamentais dos
quais o Sindicato partirá, para que os médicos da Prefeitura tenham
uma relação de trabalho decente com a Prefeitura. Ficou claro que não
pode haver uma amnésia em relação ao que já existe. Direitos e
garantias individuais e coletivos devem ser respeitados em todo o
processo. O PCCS deve abranger todos os médicos da Prefeitura. A
proposta da FENAM para um PCCS do SUS é um subsídio importante que o
sindicato usará nessas discussões. A construção de uma tabela salarial
que ajude a resgatar o valor do trabalho médico na Prefeitura de Juiz
de Fora é essencial. A Prefeitura deve respeitar a carga horária
especial do médico, definida na Lei 3.999/1961. Cargas horárias
estendidas poderão ser usadas para atender à necessidade especial do
PSF. A Comissão terá que lidar com a questão da urgência e emergência,
com a incorporação do PSF ao serviço público e com os adicionais e
gratificações atualmente existentes. Tudo tem que ser levado em conta
para um PCCS digno. Os profissionais da atenção secundária não poderão
ser esquecidos.

Os médicos da Prefeitura devem ter noção de que a nossa luta ainda não
terminou. A nossa mais poderosa arma durante essas negociações e todos
os atos públicos em defesa do trabalho médico é a solidariedade. É
necessário que entendamos a importância da UNIÃO. Temos que ser como
uma corrente inquebrável se quisermos lutar por conquistas. Temos que
ter a plena certeza que estaremos debatendo sempre um assunto de
relevante interesse público e, se necessário, vamos debatê-lo
publicamente.

Os membros da Comissão que discutirá o PCCS são os Doutores Geraldo
Sette, Paulo Roberto F. Leite, Rogério Passos, Fabiano Argeu de
Moraes, Alessandro Nascimento, Adriane Brasileiro Mazocoli e Paulo
Fernando Cortes Guedes. As indicações foram feitas em Assembléia Geral
Extraordinária e ratificadas pela Diretoria do Sindicato. Durante todo
o processo a Diretoria do Sindicato tem tido preocupação com a
transparência e democracia de seus atos. Todas as decisões, portanto,
são e serão tomadas em Assembléia.

SEM MEDO DE SER FELIZ.

PROSSEGUE A LUTA MÉDICA PELO BRASIL:
PROTESTO NO RIO DE JANEIRO, ACORDO EM CARUARU, DEMISSÕES E PROTESTOS
EM CUIABÁ, MOBILIZAÇÃO EM SERGIPE, PROTESTOS EM BELO HORIZONTE,
NEGOCIAÇÕES EM JUIZ DE FORA.

A SAÚDE DO POVO BRASILEIRO, DE QUALIDADE, É INDISPENSÁVEL PARA MELHOR
ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO E PARA O DESENVOLVIMENTO MATERIAL DO
BRASIL.

A UNIÃO FAZ A FORÇA. O dito popular, tão conhecido, repetido e batido,
é tão pouco lembrado e entendendido. A importância da união é tão
grande, que os inimigos, adversários e oponentes dos direitos e
reivindicações da classe médica sempre usam, como arma principal, a
corrosão da unidade dos profissionais como ferramenta para submeter e
desvalorizar os médicos e seu trabalho. Quando nos falta a união,
quando uns e outros começam a comprar o discurso do patrão (público -
leia-se políticos no poder e seus apaniguados agraciados com bem
remunerados cargos de confiança e outras benesses - ou privado), então
saberão todos que o movimento enfraquece, suas reivindicações
tornam-se apenas sussurros e o salário e as condições de trabalho se
tornam apenas mesquinhas. A primeira lição, que antecede todas as
outras, é a da união. Ela precisa ser aperfeiçoada, cada vez mais.
Porque a luta dos médicos continua, pelo Brasil.

No Rio de Janeiro, os médicos realizaram manifesto na Praia de
Copacabana, denunciando os salários miseráveis, a precarização do
trabalho e as condições precárias de atendimento ao povo da futura
sede das Olimpíadas. Em Caruaru, após um corajoso movimento, reprimido
com requintes de terrorismo, os médicos conseguiram um acordo com a
Prefeitura. Para a classe médica, mais do que para qualquer outra,
vale o provérbio: SEM LUTA NÃO HÁ VITÓRIA.

Os médicos de Juiz de Fora também sofreram repressão do Prefeito
Custódio de Matos. Houve cortes nos minguados salários dos
profissionais que atuam no SUS local, como forma de intimidar e
acovardar os médicos da Prefeitura que protestaram contra os salários
ruins e as condições deterioradas de trabalho. Agora o Prefeito
CUstódio de Matos foi DENUNCIADO por IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA pelo
Ministério Público. Motivo: precarização de mão-de-obra via AMAC e
outras irregularidades associadas ao caso. Mesmo sabendo da situação
da AMAC, dos processos já em fase de conclusão na Justiça do Trabalho,
o Prefeito ainda fez 300 nomeações na AMAC e injetou recursos
vultuosos naquela instituição.

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