sábado, 11 de julho de 2009

FAX SINDICAL 167

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora
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Número 167 *Ano IV*11 de julho de 2009.

A CAMPANHA PELAS NEGOCIAÇÕES COLETIVAS DOS MÉDICOS DA PREFEITURA E A IMPRENSA.

Não se pode queixar da lisura e da independência da imprensa em relação ao movimento dos médicos da Prefeitura em 2009. Cada momento importante do movimento, negociações, paralisações, atos públicos, greve, teve repercussão nos jornais, nas televisões e inserções nas rádios locais. A visibilidade social do movimento e seu impacto foram indiscutíveis.

Mas, chamou-nos a atenção, já nos momentos finais de uma matéria publicada em um jornal da cidade sobre a Assembléia dos Médicos da Prefeitura realizada no dia 10 de julho. Essa matéria foi publicada em 11 de julho, em um jornal da cidade que deu a cobertura mais fraca do movimento médico, desinteressando-se de importantes momentos do processo negocial e de ação sindical.

A matéria publica a constatação do presidente do Sindicato dos Médicos, Dr. Gilson Salomão, da importância do acordo coletivo com a Prefeitura, que estabelece a criação de um Plano de Cargos, Carreira e Salários para os Médicos da Administração Direta, Indireta, Fundações e Autarquias da Prefeitura de Juiz de Fora. Em declaração o presidente informa sobre a importância histórica dessa conquista, que, vez única na cidade, cria um lugar específico no serviço público para os médicos municipais. No final, a mesma matéria cita, de passagem, a outra comissão, que consideramos de grande importância, que vai tratar das condições de atendimento dos médicos municipais, incluindo a deterioração física das unidades do SUS, a falta de medicamentos, equipamentos e insumos e as relações de trabalho dentro das unidades de saúde.

A mesma matéria diz que "alguns profissionais optaram pela continuidade do movimento por não concordarem com o posicionamento da Prefeitura de não abonar os dias de paralisação e de greve. O tema deu a tônica da discussão, em detrimento do acordo firmado com o Executivo para a elaboração do plano de carreira. Muitos acreditam que a medida representa uma pressão para evitar futuras greves." Na verdade, não houve votação de encaminhamento de manter a greve. E, longe de ser por mesquinhez com descontos nos salários ruins que a Prefeitura paga, a reação dos profissionais foi relativa à injustiça no corte de pontos. A administração municipal demonstrou estar despreparada para aplicar essa sanção aos profissionais grevistas. Pessoas que aderiram ao movimento da mesma maneira sofreram cortes de dias diferentes e de formas diferentes. Outra injustiça foi a designação de falta injustificada. Isso revoltou os médicos, que não entendem poder se injustificadas paralisações e greve feitas dentro de um movimento legítimo, cuja legalidade não foi questionada em momento algum. O jornal não publicou a declaração de um médico que disse que a administração municipal deveria ser melhor informada sobre o que é, de verdade, o trabalho médico. Que esse não se resume a atender consultas em consultórios insalubres e sucateados. Que o tempo que nós estamos fazendo um movimento em defesa do SUS e do exercício ético da Medicina, estamos também trabalhando pela saúde do povo de Juiz de Fora.

A matéria citada destacou também a opinião também de um colega que disse desconfiar de que a administração municipal pode combinar com vereadores para rejeitar o plano de carreira os médicos e não concedê-lo, já que o Legislativo tem autonomia para rejeitar a matéria. Não publicou a resposta do Secretário Geral do Sindicato, que disse que as negociações são presididas por princípios éticos, entre eles um princípio de confiança, que determina que as partes estão seriamente interessadas em resolver o problema proposto de uma maneira que seja adequada para os dois lados. E que a quebra dessa confiança é um estelionato. Na verdade, acreditamos interessar aos médicos da Prefeitura, à administração municipal, aos vereadores, uma solução moderna, construtiva e eficiente para o problema do trabalho médico no SUS local. Dos vereadores, três são médicos, dois são sindicalistas e muitos trabalham com comunidades e conhecem, de perto, as dificuldades de acesso e resolutividade do sistema público de saúde. Há o interesse comum do Sindicato, que apresentou a contraproposta de criar a carreira de Médico municipal e da Prefeitura, que o aceitou, em aperfeiçoar o serviço público. Nesse sentido a colocação é descabida. E, essa pequena fala, que logo foi alvo de esclarecimentos e informações mais precisas, mereceu um destaque na matéria do citado jornal que, sem dúvida, pode fornecer aos leitores uma apreciação negativa do nosso movimento, da seriedade das negociações e da grandeza da conquista negocial dos médicos da Prefeitura.

Podemos dizer que esse jornal local, em tantos momentos omisso na cobertura de nosso movimento, quando interviu não o fez da maneira mais feliz e fiel aos fatos. Julgamos importante esclarecer aos médicos, para que informem aos colegas de trabalho e de profissão e formem uma opinião diversa sobre o movimento, daquela que pode ser deduzida da leitura da citada matéria. Os médicos são trabalhadores intelectualizados e a negociação entre o Sindicato dos Médicos e a Secretaria de Administração e Recursos Humanos da Prefeitura de Juiz de Fora é uma negociação séria e não uma molecagem.

Mantenha-se informado sobre assuntos do sindicalismo médico, emprego, salário, carreira, aposentadoria, renda, atividade sindical, serviço público e outros assuntos correlatos e de interesse acessando http://faxsindical.wordpress.com

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