terça-feira, 13 de janeiro de 2009

FAX SINDICAL 133

FAX SINDICAL **133**

13 de janeiro de 2008 - sindicato dos médicos de juiz de fora e zona da mata de minas gerais.

crise na saúde pública - cirurgiões estão tendo dificuldades para se manterem em plantões de urgência e emergência. discutida a interdição ética do samu ( no rs).

Em reunião entre médicos do serviço de Cirurgia do Hospital de Pronto Socorro de Juiz de Fora e o Prefeito, com a presença dos gestores locais de saúde, não houve avanços significativos. A data base dos médicos da Prefeitura é em maio. Os médicos da Prefeitura sofrem discriminação salarial e ganham 25% a menos do que o nível superior. Houve algumas garantias quanto à convocação de concursados e ao emprego dos contratados. A escala dos profissionais será mantida. As negociações deverão prosseguir, considerando a gravidade da situação. Os salários médicos da Prefeitura de Juiz de Fora estão caindo a níveis desprezíveis e providências urgentes devem ser tomadas para evitar conseqüências piores.

Médicos continuam desistindo do serviço público de saúde.

Ontem (12-1-09), em Juiz de Fora, estava prevista uma reunião na Secretaria de Saúde, entre cirurgiões plantonistas do Hospital de Pronto Socorro e representantes dos gestores. Circulou até uma versão de que o próprio Prefeito estaria presente. Não sabemos, até o momento os desdobramentos e acertos dessa reunião. O que sabemos é que o movimento foi desencadeado porque os plantonistas do setor de Cirurgia, antes dos demais, atingiram o seu limite. Constataram que salário e condições de trabalho já inviabilizavam sua disposição para o trabalho. O resultado foi a carência de profissionais nos plantões, ameaçando o funcionamento dos serviços de urgência e emergência na cidade. Não sabemos quando os outros médicos, das outras especialidades vão atingir os seus limites. Na Prefeitura de Juiz de Fora ainda existe o agravante da discriminação salarial contra médicos. Eles recebem menos 25% do que os demais profissionais de nível superior. O vencimento básico inicial é, atualmente, pouco superior a três salários mínimos. A generalização da crise dos plantonistas da cirurgia é apenas uma questão de tempo.

No setor público de saúde desenvolve-se uma crise invisível, que poderá ter conseqüências devastadoras a médio e longo prazo. Ela tem uma longa história. A do desprezo histórico de ocupantes do Poder Executivo e de legisladores em relação à necessidade de desenvolver uma política séria e responsável de recursos humanos para os médicos dentro do setor público. Atualmente os jovens profissionais não se formam mais com vistas a atuar no serviço público. Não há atrativos e nem condições que permitam fixar os profissionais.

Não há visibilidade nacional na mídia para a grave deterioração dos serviços públicos de saúde. Não se justifica a inércia do Governo diante do grave problema. Ele é sentido em toda parte. Vamos citar mais dois casos.

Em Recife:
Grande Recife
Ausência de médicos leva hospitais a barrar doentes
Publicado em 09.01.2009, às 08h14

Do Jornal do Commercio

Quem precisou de serviços em pelo menos três unidades de saúde pública no Recife e na Região Metropolitana encontrou portas fechadas e atendimento restrito nessa quinta-feira (8) pela manhã. Por falta de médico, as emergências do Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Imip) e do Hospital Oscar Coutinho, no bairro dos Coelhos, área central do Recife, receberam apenas os casos considerados graves, em que havia risco de sequelas para os pacientes. No Hospital Geral de Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes, a marcação de consulta para clínicos gerais foi cancelada.

conforme notícia na página http://jc.uol.com.br/2009/01/09/not_189148.php

No Maranhão:

MA: Médicos têm ponto cortado e mantêm greve em Hospital
Os médicos do Hospital da Mulher, na área Itaqui-Bacanga, ficaram revoltados na manhã desta quinta-feira. Eles foram informados que o ponto da categoria será cortado. O motivo seria a greve deflagrada há mais de um mês. Existem 120 médicos na unidade, mas apenas 40% do efetivo está trabalhando. “Houve a reclamação de que a greve seria ilegal, mas a justiça ainda não decidiu nada e informaram que vão cortar o nosso ponto”, diz o grevista João Batista.

Entre as principais reivindicações dos médicos está o pagamento da insalubridade e da gratificação do Sistema Único de Saúde (SUS). “Sabemos que esse dinheiro foi repassado no ano passado. Mas ainda não recebemos”, conta.

De acordo com os médicos, a situação é precária no hospital. A unidade atende apenas mulheres. O local deveria ser um centro de referência na área, mas alguns exames não podem ser realizados. “A maior parte das mulheres atendidas são da terceira idade. Elas ficam expostas a vários riscos porque não tem espaço no hospital. A comunidade está do nosso lado. Eles estão fazendo um abaixo assinado. Já tem mil assinaturas”, diz.

A fonte é a página http://www.tvcanal13.com.br/noticias/mamedicos-tem-ponto-cortado-e-mantem-greve-em-hospital-47744.asp

O Fax Sindical continuará colecionando todos esses retratos dessa crise grave e muito séria, que pede soluções urgentes.

Sindicato pede interdição ética do SAMU.

Em ação junto ao Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul, o Sindicato dos Médicos solicitou a interdição ética do SAMU Metropolitano de Porto Alegre. Um dos principais problemas citados é a falta de médicos para atuarem na central de regulação que controla o sistema. A remuneração pouco atraente e a precariedade do vínculo empregatício não tem atraído e nem fixado médicos no serviço. Não há o devido zelo das autoridades em buscar soluções urgentes que permitam manter o funcionamento desse serviço essencial. A matéria, do site do Sindicato, pode ser conferida na página SIMERS - Sindicato Médico do Rio Grande do Sul

Terça-Feira, 30 de dezembro de 2008
SIMERS pede interdição ética de SAMU Metropolitano ante falta de médicos
Fonte: Imprensa/SIMERS

O Sindicato Médico do RS (SIMERS) pediu interdição ética do SAMU Metropolitano. A medida foi encaminhada ao Conselho Regional de Medicina (Cremers) ante a falta de condições mínimas para o exercício da Medicina. O problema mais grave é número insuficiente de médicos na central de regulação, que decide comno será o atendimento a cada urgência.

Plantões que deveriam ter seis profissionais, conforme norma do Ministério da Saúde, têm apenas dois, para receber chamados oriundos de mais de 50 municípios e com 3,5 milhões de pessoas. Há duas semanas uma médica ficou sozinha por mais de seis horas no plantão para dar conta de dezenas de chamados. Promessa da Secretaria Estadual da saúde, responsável pelo serviço, de reforçar equipe entre Natal e Ano-Novo não ocorreu.

A regulação do SAMU Metropolitano recebe chamados de urgência oriundos de 53 municípios, que incluem Região Metropolitana, Litoral Norte e até Santa Cruz do Sul. Porto Alegre tem seu próprio serviço de urgência móvel. Os médicos reguladores decidem como deve ser feito o socorro a vítimas de violência e acidentes ou que sofrem problemas de saúde.

Com a entrada dos municípios do Litoral Norte, crescem ocorrências com veranistas. Problema é que são apenas dois médicos para decidir rapidamente o atendimento. Muitos chamados demoram a ser atendidos devido à falta de médicos e de ambulâncias nas cidades que concentram as bases de atendimento – que são 21.

“Isso põe em risco a vida de pessoas. O Estado aumentou a cobertura do serviço, mas esqueceu que ele precisa de retaguarda, de médicos para orientar o socorro”, critica Neio Lúcio Fraga Pereira. “Isso é irresponsabilidade. O governo sabia que não teria médicos no número necessário para assegurar pelo atendimento”.

O SIMERS teve encontro há três meses com a secretária-adjunta da Saúde, Arita Bergmann, no qual a entidade expôs as dificuldades de preencher vagas mesmo com concurso público e a necessidade de criar carreira de médico regulador.

Problema é que o último concurso, realizado em 2006, foi para o cargo de técnico em saúde e ecologia humana, teve 99 aprovados, mas não indicava que seria para trabalhar na função de regulador do SAMU. Muitos profissionais chamados começaram a trabalhar, mas não se adaptaram ao tipo de função e são de áreas da Medicina sem relação com atendimentos de urgência.

Veja aqui http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=46029&channel=45  matéria na RBS TV, no Bom Dia Rio Grande de 31/12/2008

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