terça-feira, 7 de outubro de 2008

FAX SINDICAL 91

 

FAX SINDICAL 91

SINDICATO DOS MÉDICOS DE JUIZ DE FORA E DA ZONA DA MATA-MG. SECRETARIA-GERAL. INFORMAÇÃO SINDICAL SOBRE O TRABALHO MÉDICO, SUA POLÍTICA E OUTROS ASPECTOS.

nº.91 – 07 de outubro de 2008.

www.sindmedicos.org.br ***http://faxsindical.wordpress.com

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JUIZ DE FORA: Servidores públicos municipalizados mobilizados contra injustiça.

Servidores públicos estaduais da saúde cedidos à Prefeitura de Juiz de Fora (municipalizados).

Assembléia, na próxima quinta-feira, dia 09 de outubro de 2008, às 18 horas e trinta minutos, na sede da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora.

Tendo sido discriminados pelo Governo de Aécio Neves (PSDB-MG) no pagamento da produtividade, além da sonegação do adicional de insalubridade e aposentadoria especial, dos salários baixos, da omissão na progressão por tempo de serviço na tabela remuneratória, os servidores mobilizam-se. Uma paralisação está programada para 15 de outubro. O SindSaúdeMG, núcleo regional de Juiz de Fora, está elaborando a lista de todos os servidores públicos estaduais que prestam serviços à Prefeitura (municipalizados) que queiram se desmunicipalizar.

Apelamos a todos os colegas médicos e profissionais da Saúde que divulguem a Assembléia Geral e colaborem com o nosso movimento. Ele é em defesa do serviço público e do SUS. Exigimos do Governo do Estado de Minas Gerais a execução de uma política decente de recursos humanos para a área da Saúde. Exigimos tratamento digno e respeitoso.

Estamos em período eleitoral. Que todos saibam como a administração pública estadual (Governo Aécio Neves) vem tratando os servidores da Saúde.

É importante a solidariedade de todos os nossos companheiros, médicos, servidores públicos, da ativa e aposentados, para que esse movimento justo tenha maior repercussão e efeito. A união é a nosso força.


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O apagão da saúde vai prejudicar o futuro do Brasil.

O site da Associação Nacional dos Médicos Peritos, divulga matéria intitulada AGONIA DA SAÚDE, datada de 6 de outubro e publicada em O GLOBO. Pode ser vista na páginahttp://www1.perito.med.br/018/01804001.asp?slCD_MODELO_NEWSLETTER=42&ttOperacao=3&ttCD_CHAVE=66826 ou na sua transcrição. O autor não está identificado.

Chama atenção a preocupação sobre as expectativas e a cobrança da sociedade sobre a assistência médica em nosso país e a constatação que ela não superou problemas básicos, como o do financiamento. Essa preocupação é constatada em pesquisas de opinião e no debate eleitoral entre os postulantes a cargos públicos em 2008.

O financiamento da Saúde poderia se equacionado pela Emenda Constitucional 29, a EC-29 ou Emenda da Saúde. Aprovada no Senado, ela foi desfigurada na Câmara. Os deputados reduziram as fontes de recursos destinados à Saúde e ainda associaram o financiamento da saúde a um aumento do agravo tributário (já muito pesado) contra o bolso dos brasileiros.

O autor faz um retrato interessante do apagão da Saúde no Brasil. Não coloca, entretanto, seu dedo na ferida mais aberta e dolorida de todas. A da carência de uma política responsável, justa e digna de recursos humanos para o SUS. O artigo, apesar dessa indiferença a um assunto tão grave, merece ser lido por inteligente e realista. Escrito por quem vivencia, no dia a dia, os problemas concretos dos serviços públicos de saúde.

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Alguns fatos sobre as eleições de Juiz de Fora

As eleições recentes em Juiz de Fora permitem aos eleitores algumas conclusões e aos políticos algumas lições. As eleições foram atípicas, porque não havia a disputa oposição x governo que costuma marcar as eleições em todas as cidades do Brasil. O motivo foi o vergonhoso desmoronamento da administração anterior, deixando a cidade aos cuidados de um governo de transição. Nessa eleições se encontraram as figuras dos homens que dominaram a Prefeitura de Juiz de Fora desde 1982. Tarcísio e Custódio como candidatos. Bejani, na condição de um fantasma político.

Fato 1: a era Bejani foi sepultada como fenômeno político sério e importante em Juiz de Fora. Passou para o folclore e a vida marginal. Simbólico: quando foi votar no bairro Grama o ex-prefeito e ex-presidiário foi vaiado, cuspiram e jogaram água nele e seu carro foi depredado. Não apoiamos atos de vandalismo, que fique claro. Mas lembramos da constatação que a seção eleitoral onde votou o Prefeito, em outros tempos, deu-lhe votação consagradora. Hoje ele é atacado pelos eleitores ao ir exercer seu direito de votar.

Fato 2: o povo de Juiz de Fora não perdoou o ex-prefeito pelo estrago que ele fez nos cofres públicos e na imagem da cidade. Os três candidatos a vereador mais votados (Bruno Siqueira, Rodrigo Mattos e Isauro Calais) foram os que compuseram a CPI da Câmara que condenou Bejani.

Fato 3: da antiga Câmara Municipal houve renovação da maioria das vagas. Apenas oito vereadores mantiveram seus mandatos. 11 não se reelegeram.

Fato 4: o PTB, partido de Bejani, não vez nenhum vereador. Nem Vicentão, tradicionalmente bem votado e reeleito em várias legislaturas. O presidente do PTB, o ex-vereador Rogério Ghedin, reconheceu em entrevista à TV Panorama, o estrago de Bejani à imagem do partido em Juiz de Fora. Ghedin e o PTB apoiaram o tucano Custódio de Mattos no primeiro turno.

Fato 5: o ex-Prefeito Tarcísio Delgado, ficou fora do segundo turno. O ex-Prefeito, ninguém diga o contrário, ama muito a sua família. Fez de seu filho deputado federal. O ex-Prefeito declarou em entrevista à televisão que deixa a condição de líder e passa à de liderado. Que sobre as eleições vai ouvir o seu filho. Nota: seu filho é de outro partido, o PSB, o mesmo de Márcio Lacerda em Belo Horizonte e que tem sido usado em Minas como linha auxiliar pelo PSDB de Aécio Neves. A opinião dos eleitores sobre Tarcísio sem dúvida ficou prejudicada pelo fato de sua filha ter dirigido a FUNALFA durante o Governo Bejani (muita época se espantou na época com a imagem dela beijando a mão do Bejani) e pelo apoio declarado de Júlio Delgado a Bejani no segundo turno das eleições. Um dos candidatos a Prefeito transmitiu, no horário eleitoral, o vídeo de Júlio transmitindo esse apoio. Embora Tarcísio nunca tivesse dado publicamente qualquer declaração a favor de Bejani, foi prejudicado pela performance de dois de seus filhos. Para muitas pessoas isso pareceu uma transigência excessiva de Tarcísio em relação ao que acontecia na Prefeitura de Juiz de Fora.

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Rio de Janeiro: Em conflito com servidores, Cabral perde no plano político.

A forma truculenta, pouco civilizada e hostil com que o Governador Sérgio Cabral Filho tem lidado com o movimento dos servidores públicos estaduais do Rio de Janeiro resulta em enfraquecimento da sua força política. Cria arestas e uma extensa zona de conflitos. Porque o Sérgio Cabral mostra-se incapaz de negociar. E essa negociação se daria ( ou se dará ) sobre promessas que o Governador até agora não cumpriu. As eleições no Estado do Rio de Janeiro mostram que Cabral perdeu sua força política também no plano municipal. (Apenas dois municípios terão segundo turno e a vitória da candidatura apoiada pelo Cabral na cidade do Rio de Janeiro não é uma certeza).

Deu no “Globo” on-line, “Eleições” - na páginahttp://tinyurl.com/52juxy - que o quadro eleitoral municipal não deu motivos para Cabral comemorar. Confira:

A ampliação do poder do PSDB e outros partidos no Estado representa um possível calcanhar de aquiles do governador Sérgio Cabral (PMDB). Ele deverá tentar a reeleição em 2010, mas perdeu nas principais cidades da Baixada Fluminense e do Grande Rio, que concentram quase 70% do eleitorado. Niterói e São Gonçalo serão administradas pelo PDT, e Caxias voltará a ser comandada pelo ex-prefeito e presidente do PSDB estadual, José Camilo Zito. O tucano derrotou Washington Reis do PMDB, que tentava a reeleição. Zito é apontado como um dos principais responsáveis pelo crescimento do PSDB, que terá ainda Japeri, Itaperuna, Cabo Frio e Iguaba Grande.
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7 de outubro - Dia Internacional pelo Trabalho Decente

Dia 7 de outubro será o Dia Internacional pelo Trabalho Decente. Não compensação das horas trabalhadas além do contratado por pagamento de horas extras, estresse físico e mental excessivo associado ao trabalho e instabilidade no emprego são os fatores que mais conspiram contra o trabalho decente em todo o mundo, mesmo em países com economia mais desenvolvida.

Horas extras não pagas e estresse mental dominam todo mundo

Dia do Trabalho Decente - 7 de outubro

AMSTERDÃ, Holanda, 6 de outubro /PRNewswire/ — Em média 4 entre 10 empregados trabalham mais horas do que combinado em seus contratos. Além disto, metade daqueles que trabalham além do expediente não são compensados de nenhuma forma pelas horas extras adicionadas. Este é o principal resultado de um estudo internacional, baseado nos dados da WageIndicator.org. O estudo compara os padrões de Trabalho Decente conforme a percepção de 342.000 empregados em 11 países variando entre Europa, América Latina e África. Os resultados são apresentados por ocasião do Dia Mundial do Trabalho Decente - 7 de outubro.

Junto com a falta de compensação pelas horas extras, os empregados de todo o mundo, da mesma forma, reportam que seu trabalho é fisicamente e ainda mais mentalmente exaustivo. Estes padrões de estresse relacionados com o trabalho são medidos em uma escala de 1 (sem estresse) a 5 (estresse diário). O estresse exaustivo físico é reportado como uma média de 2,5 nesta escala. O estresse exaustivo mental é observado em todos os países como uma média de 3,5, desta maneira se manifesta com mais freqüência — independentemente do grau de desenvolvimento da economia.

Outro padrão de Trabalho Decente que não existe está relacionado com a instabilidade do emprego. Especialmente os empregados sem um contrato permanente sofrem mais com a idéia de que poderão perder seus empregos a qualquer momento do que seus colegas empregados de forma permanente. A ocorrência de empregados sem contrato permanente varia muito entre os países: na Argentina e no Reino Unido é de somente 10 por cento, mas no Brasil e na Holanda é de quase 20 por centro, por exemplo. Entretanto, o tipo de contrato não é a única razão que causa a instabilidade do emprego, pois em todos os países os empregados, em média, dizem que estão somente em parte seguros de seus empregos. Novamente, como no caso do estresse, este padrão ocorre em cada um dos 11 países comparados, qualquer que seja seu grau de desenvolvimento. A notícia pode ser conferida emhttp://wap.hands.com.br/pub/noticia.aspx?sec_id=293&id=6260792&dev=26263&cch=0  (mais…)

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