domingo, 23 de novembro de 2008

[Expresso153]Minas Gerais: servidores públicos queixam-se de atendimento e juros altos do Banco do Brasil

O Sindpúblicos MG, Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado de Minas Gerais, encaminhou à SEPLAG documentos que comprovam a grande insatisfação existente entre os servidores públicos estaduais mineiros com os serviços prestados pelo Banco do Brasil. O Banco do Brasil recentemente passou a fazer o pagamento dos servidores público e não tem correspondido às expectativas de melhoria na prestação dos serviços bancários aos funcionários públicos.


Uma servidora, indignada, escreveu uma carta ao jornal ESTADO DE MINAS, protestando contra os juros exorbitantes que aquela instituição, que cobra juros de 11,66% de juros e 2% de multa no cartão de crédito. Além de tudo, cobra anuidade elevadíssima, de 86 reais e debita 10% do valor do salário à consignação sobre cartão de crédito, prática que não é permitida pela legislação estadual. Nos outros estados, onde há cartão de crédito consignado, como Rio de Janeiro e Pernambuco, os juros cobrados dos servidores públicos não ultrapassam 4%.


O Sindpúblicos MG lamenta que, até agora, a SEPLAG não tenha tomado qualquer providência relativa às práticas abusivas do Banco do Brasil. Os servidores públicos estaduais continuam aguardando que o Banco do Brasil os atenda melhor.


A matéria, que transcrevemos abaixo, foi divulgada no site do Sindpúblicos MG, e pode ser conferida na página http://www.sindpublicosmg.org.br/081119bb.htm



BANCO DO BRASIL CONTINUA "ASSALTANDO" SERVIDORES





Uma servidora aposentada do Estado de Minas Gerais, indignada com as taxas de juros exorbitantes cobradas pelo Banco do Brasil, encaminhou denúncia ao jornal "Estado de Minas", publicada no dia 14 de novembro de 2008.


De acordo com a servidora, os juros são altíssimos, principalmente os do cartão de crédito, que são de 11,66% mais 2% de multa, quando houver atraso no pagamento. O banco já cobra uma anuidade de R$ 86,00 (oitenta e seis reais), que essa servidora paga em 06 parcelas de R$ 13,50 (treze reais e cinqüenta centavos), debitados em sua conta, além de o BB debitar 10% do valor da sua fatura a título de consignado. Porém, de acordo com o Decreto 44621/2007, o crédito consignado com o cartão de crédito é proibido em Minas, ou seja, o BB além de agredir os servidores com tantas taxas, ainda está agindo contra a Lei.


Em outros Estados, como Rio de Janeiro e Pernambuco, por exemplo, existe sim o cartão de crédito consignado, porém os juros não ultrapassam 4,5%, sem multa e anuidade.


O SINDPÚBLICOS - MG entregou em mãos à Secretária Renata Vilhena, no dia 05 de outubro de 2008, documentos que comprovam esse ato imoral do Banco do Brasil, e pelo que percebemos agora com a indignação dessa servidora, é que nenhuma providência foi tomada pelo governo de Minas para coibir essas medidas apócrifas tomadas pelo BB.


Para que haja um cartão consignado, os juros devem ser em torno de 4%, como existe em outros estados, e não de 13% cobrados pelo BB.




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